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Monitorização da qualidade do ar em Azambuja com anos de atraso

Iniciativa para apurar os níveis de poluição atmosférica arranca agora e vai incidir, para já, nas freguesias de Aveiras de Cima e Alcoentre.

Edição de 27.07.2018 | Sociedade

A Câmara Municipal de Azambuja vai ter duas estações móveis experimentais para a monitorização da qualidade do ar em Aveiras de Cima e Alcoentre. A medida resulta da concentração de algumas empresas, como a CLC em Aveiras de Cima, que operam com gases e combustíveis. O município recorreu à Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) para contratar uma empresa a fim de realizar os trabalhos.
A informação foi avançada por Luís de Sousa (PS), presidente da autarquia, na última reunião de câmara. “Estamos neste momento à espera que a empresa entre em contacto para instalar os aparelhos para a medição da qualidade do ar em Alcoentre e Aveiras de Cima”, disse Luís de Sousa a O MIRANTE. “Esta primeira fase vai ser um projecto experimental, para termos a certeza de que a análise que vão fazer cumpre com os objectivos e nos tira algumas dúvidas”, esclarece o autarca. Só após esta primeira medição experimental é que o município decide se avança ou não com a empresa contratada pela CIMLT.
Caso avance, Luís de Sousa garante que é objectivo da câmara alargar as medições a outras freguesias do concelho. “Na freguesia de Azambuja, por exemplo, passam na Estrada Nacional 3 cerca de oito mil veículos pesados por dia”, refere o presidente, situação que pode pôr em causa a qualidade do ar.
Recorde-se que em 2016, a autarquia recorreu a um programa e a uma linha de financiamento específico da União Europeia, denominada “Interreg Europe”, que poderia ter proporcionado um investimento de dois milhões de euros no concelho no âmbito da monitorização da qualidade do ar. De acordo com Luís de Sousa, o município avançou com duas candidaturas que não foram aprovadas e, por esse motivo, as medições não foram até à data efectuadas.

Aveiras de Cima quer conhecer o ar que se respira
Carlos Torrão, presidente da Junta de Aveiras de Cima foi à última reunião de câmara reclamar a necessidade de ser monitorizada a qualidade do ar na sua freguesia. “Queremos uma solução, não queremos continuar sem saber o que respiramos, diariamente, durante 24 horas”.
A população da freguesia de Aveiras de Cima é a que mais próxima está da CLC, empresa susceptível de lançar emissões para a atmosfera que afectam a qualidade do ar. Segundo o presidente de junta, sente-se no ar cheiro a combustível, na zona norte da freguesia, principalmente em dias de vento e céu nublado.

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