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Vila Franca de Xira quer Governo a solucionar passagem de nível perigosa

Autarcas aprovaram por unanimidade uma moção a exigir uma intervenção rápida

Edição de 27.07.2018 | Sociedade

O Governo deve “assumir as suas responsabilidades” e competências e avançar, “sem mais demoras”, em acções imediatas para “mitigar os riscos de atravessamento” da passagem de nível do cais de Vila Franca de Xira, local de elevada sinistralidade. A exigência consta de uma moção apresentada pela CDU e aprovada por unanimidade na última reunião pública de câmara.
No mesmo documento é exigido ao governo que estude “soluções e concretize acções mais estruturadas e definitivas” que assegurem a segurança de peões e condutores no atravessamento da linha férrea que atravessa a cidade. “O acesso à Biblioteca Municipal Fábrica das Palavras, ao passeio ribeirinho, ao Jardim Municipal Constantino Palha, bem como às habitações e comércio que existem junto do cais, fazem desta passagem um local muito inseguro, pese embora a alternativa da passagem superior pedonal de acesso à Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira”, lê-se no documento.
O presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS), acusa os diferentes governos de nunca terem tido em consideração os problemas daquela passagem de nível. “Chegou o momento de quem tem responsabilidades a nível governamental as possa tomar” para resolver o assunto, afirmou o autarca, que admitiu também que a ideia estudada há uma década, de fazer uma passagem superior rodoviária junto à praça de toiros, “dificilmente” será concretizada. “Não vale a pena recuperar o protocolo que em tempos existiu para fazer essa passagem”, defendeu.
O vice-presidente do município, António Oliveira, explica que a IP já fez chegar uma proposta à câmara para melhorar a passagem de nível mas o autarca admite que “pouco irá acrescentar” à segurança da via. “A ideia é fazer um corredor exclusivamente pedonal, ao lado do corredor para os automóveis. É uma ideia minimalista que não resolverá nada”, lamenta.
Aquele organismo já informou também o município que não tem disponibilidade de meios para colocar ao serviço, nas horas de ponta, um guarda de nível naquela passagem, que já vitimou 25 pessoas nos últimos 12 anos.

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