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Aproveitar pista de aviação de Alverca é “desejável” para região e país

Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira diz que é preciso uma corajosa decisão política. Município quer rever com a Força Aérea o protocolo existente para o funcionamento do Museu do Ar, que só abre portas em alguns dias da semana mediante financiamento camarário.

Edição de 03.08.2018 | Sociedade

A unidade militar de Alverca, que inclui uma pista de aviação, “tem potencialidades enormes” e por isso deveria ser aproveitada como aeroporto misto, onde coexistisse actividade militar da Força Aérea Portuguesa (FAP) e aviação executiva de baixa densidade. A opinião é do presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), que tem estado na linha da frente de uma batalha para maior aproveitamento daquela pista de aviação.
“Há um conjunto de factores que me parecem decisivos e importantes para o desenvolvimento económico e social de Alverca e do concelho. Aquele complexo industrial, que é misto, deve ter uma outra visão, um outro aproveitamento. Achamos que politicamente deve tomar-se uma decisão de aproveitamento da pista de Alverca. É possível, desejável e é um bem para o país, região e o concelho”, defende.
O autarca falava sobre o assunto na última reunião de câmara a propósito da aprovação, por unanimidade, de um monumento evocativo do centenário da aviação na cidade (ver caixa). “Há aqui um factor essencial, que é não conseguirmos ainda perceber por que motivo a pista não é usada. As questões de carácter técnico, que muitos evocam, todas se resolvem. Já falámos com técnicos especializados que nos garantem que tudo é resolúvel para que a pista possa ser complementar à Portela, para áreas que o aeroporto não comporta, como a aviação executiva, ultraleve e turística, por exemplo”, critica.
Alberto Mesquita voltou a dizer que os voos low cost “não são uma boa solução para Alverca” devido à sua pesada pegada ambiental e sonora, mas volta a defender que a aviação empresarial e executiva é o futuro. “O Montijo é um aeroporto que só estará concluído em 2023/2024. O que quer dizer que neste tempo tem de se encontrar solução. Nunca a Portela oferecerá uma qualidade de serviço adequada a quem nos visita. O aeroporto terá grandes dificuldades no Montijo, só a travessia do Tejo em altura de grande tráfego não vai ser simples. Em Alverca já temos Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Alfândega. Devíamos potenciar tudo isto”, frisou.
Esta semana também o presidente da OGMA - Indústria Aeronáutica, Marco Tulio Pelegrini, defendeu publicamente que a pista de Alverca pode servir para receber voos executivos, partilhando a visão do autarca vilafranquense para aquela infraestrutura.

foto DR

Monumento inaugurado em Setembro

Foi aprovado na última reunião pública de câmara o protocolo referente à edificação de um monumento alusivo ao Centenário da Aeronáutica na cidade, rubricado entre a câmara, Força Aérea Portuguesa e Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho. “É um projecto complexo na área da metalomecânica, não é fácil e será oneroso pela sua complexidade, mas é decisivo para a cidade e o concelho”, defendeu Alberto Mesquita.
O autarca admite que se está “numa luta contra o tempo” para que a inauguração possa acontecer a 12 de Setembro próximo, data do centenário. “Estamos a tentar e esperamos conseguir”, frisou.
O monumento, que consiste em dois aviões, nascerá na chamada “rotunda das portagens”, que une a CREL e a Auto-Estrada do Norte (A1) àquela cidade ribatejana e que está frequentemente cheia de mato e ao abandono. Alverca é considerada o berço da aviação em Portugal e já tem vários aviões – e peças – espalhados pela cidade, evocando essa memória.

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