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Sadio Serafim das Neves

Edição de 10.08.2018 | E-mails do Outro Mundo

Incentivados pelo senhor das Comissões de Utentes da Saúde e das auto-estradas do Médio Tejo, Manuel José Soares, mais de dez mil cidadãos assinaram um ultimato a exigir a entrada em funcionamento de urgências médico-cirúrgicas nos hospitais de Torres Novas e Tomar.
Elogio aqui o mega activismo do Senhor Soares, que lhe deve ocupar a totalidade do tempo que passa acordado, e o dos assinantes da petição. Exigir serviços daqueles, numa altura em que nem sequer há médicos suficientes para as urgências básicas daqueles hospitais, revela um optimismo e uma confiança no futuro que deveria envergonhar o próprio primeiro-ministro.
Eu, quando quero atrair formigas, espalho açúcar ou mel e quando quero atrair peixes uso iscos de alta qualidade. Infelizmente não sei como se atraem médicos especialistas, tais como cirurgiões e anestesistas, para trabalharem nas futuras urgências cirúrgicas de Tomar e Torres Novas, sabendo-se, ainda por cima, que a urgência do mesmo género, que funciona em Abrantes, também está desfalcada.
Não sei eu, que sou um ignaro, mas sabe com certeza o Senhor Manuel José Soares, que também já deve ter explicado o segredo à administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e ao ministro da Saúde.
E ele também deve saber como atrair doentes a precisar de cuidados urgentes de cirurgia uma vez que, quando os blocos cirúrgicos daquelas urgências foram encerrados, a média anual que ocupava cada equipa de bloco, a funcionar 24 horas por dia e a receber por isso, era de pouco mais de cinquenta, ou seja, nem chegava a uma por semana. Ai, quem me dera ser Soares em vez de Serra d’Aire!!
Na edição de 21 de Julho da Revista do Semanário Expresso foi publicado um texto com o título “Tristeza sem tomates”, que penso ser da autoria do crítico gastronómico Fortunato da Câmara, em que ele fala da guerra com tomates marcada para dia 1 de Setembro, em Almeirim, e deixa a ideia de fazer conservas com eles para serem utilizadas durante o Inverno.
Não sei o que pensas da sugestão mas eu acho que deve ser agarrada pela comissão organizadora. Depois de uma guerra de tomates frescos, no Verão, que tal dar-lhe sequência com uma guerra de tomate concentrado no Inverno. É de mestre!
Só é pena ele não ter sido mais macio a escrever. Não era necessário dizer, por exemplo, que se os combatentes tivessem tomates, deviam conservar os tomates da guerra, para usar na tal tomatada invernal, nem referir-se ao seu uso “na preparação de receitas escolares ou centros de dia”.
Seja como for, por mim é de aplicar a receita da guerra da calda de tomate, seja em escolas, centros de dia, reuniões de câmara, repartições públicas, cafés, lojas de pronto a vestir, parques de estacionamento e até na Missa do Galo ou nas festas da passagem de ano, por exemplo. Afinal, guerra de tomates frescos já há uma em Espanha, na zona de Valência, mas uma guerra de calda de tomate é algo...verdadeiramente original. É ou não é?!!
Saudações tomatais
Manuel Serra d’Aire

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