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Carlos Farinha sobe à direcção nacional da Polícia Judiciária

Carlos Farinha sobe à direcção nacional da Polícia Judiciária

Natural de Tomar, cidade onde viveu até aos vinte anos, estava na direcção do Laboratório de Polícia Científica desde 2009, ano em que O MIRANTE o entrevistou e contou parte do seu percurso de vida.

Edição de 10.08.2018 | Sociedade

Carlos Farinha, natural de Tomar, é um dos novos directores adjuntos da Polícia Judiciária (PJ). O despacho de nomeação foi publicado em Diário da República no dia 26 de Julho. A comissão de serviço é por um período de três anos. Veríssimo Milhazes e Luísa Proença são os outros directores adjuntos recentemente nomeados.
Carlos Farinha era desde 2009 director do Laboratório de Polícia Científica e foi nessa qualidade que O MIRANTE entrevistou em Novembro desse ano. O novo director adjunto da PJ viveu os primeiros 20 anos em Tomar de onde só saiu para cumprir o serviço militar na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, como polícia do Exército.
Curiosamente, contámos na altura, nunca pensou ser polícia. Respondeu a um anúncio de jornal. A seguir a Santarém rumou a Coimbra onde se licenciou em Direito e constituiu família. Regressa a Tomar com frequência para visitar familiares e as pedras com memória. “Pedras que me dizem alguma coisa sobre momentos importantes da minha vida”.
Nadou no rio Nabão, na piscina Vasco Jacob, jogou basquetebol, ténis de mesa e futebol no União de Tomar. Nas férias chegou a trabalhar no Hotel dos Templários. “Abria portas às pessoas que chegavam e indicava-lhes onde era o quarto. Aquilo que se pode fazer aos 13 ou 14 anos”. Ajudou nas decorações das festas dos tabuleiros e trabalhou numa serração a pregar caixotes para a fruta. Sempre em períodos de férias para não prejudicar a escola. Frequentou a escola que é hoje a Jacome Raton.
Os pais radicaram-se em Tomar, no final dos anos 50, pouco antes de ter nascido o terceiro de quatro irmãos, em Dezembro de 1958. O pai trabalhava no Tribunal do Trabalho. Carlos Farinha reconhece o trabalho gratuito e invisível do associativismo que permite que exista um Sporting de Tomar ou um União de Tomar e lembra os homens com quem aprendeu, desde cedo, que é importante ganhar mas não a qualquer custo.
Disse nessa entrevista que perpectivava uma retribuição à terra onde passou os primeiros vinte anos. “Não estou à espera de voltar a subir às árvores, apanhar nêsperas e voltar a andar nos barcos do mouchão. Mas se esse ciclo se fechar a vida é mais justificada. Cumpre-se um dever de cidadania”, afirmou.

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