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Danos do vandalismo no açude de Abrantes custam 350 mil euros

Danos do vandalismo no açude de Abrantes custam 350 mil euros

Obras de engenharia decorrem em pleno Tejo para reparar a estrutura. Empresa alemã está a executar os trabalhos, considerados de grande complexidade. Município conta com a colaboração das barragens para controlar caudal do rio.

Edição de 10.08.2018 | Sociedade

A reparação dos rombos causados no açude insuflável de Abrantes, atribuídos pelo município a actos de vandalismo, vai custar aos cofres da câmara municipal 350 mil euros. Num trabalho de engenharia de “grande complexidade”, as borrachas do açude estão a ser reparadas desde o início de Agosto, em pleno leito do rio Tejo, cujo caudal tem de ser monitorizado hora a hora. “Este é um trabalho muito complexo porque depende de vários factores, desde logo a variação dos caudais do rio Tejo”, disse à agência Lusa o vice-presidente da Câmara de Abrantes, João Gomes (PS).
O autarca referia-se às condições que podem colocar em causa a estabilidade dos trabalhos no terreno, que decorrem em pleno leito do rio, onde foi inaugurado em 2007 o açude insuflável, único equipamento do género construído no Tejo, num investimento que rondou os 10 milhões de euros.
A operação de reparação de dois rombos na borracha do açude de Abrantes foi adjudicada a uma empresa especializada alemã, mas, antes da intervenção directa no açude, foi necessário construir, em Julho, uma ensecadeira, um dispositivo criado a partir de um aterro em terra para a contenção temporária da acção das águas e para executar as obras sem a interferência das mesmas.
“A reparação das fugas de ar no vão três e a reparação dos rombos ocorridos na comporta do vão quatro obrigam a um trabalho de grande complexidade, quer na sua preparação, quer na execução, e que seja feito completamente a seco, sem qualquer água ou areias”, frisou João Gomes.

Há três anos fora de serviço
Para ultrapassar as variações de caudal do Tejo, a Câmara de Abrantes conta com “coordenação diária, quase hora a hora” da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da EDP e da hidroeléctrica espanhola Iberdrola, que têm colaborado na gestão e informação sobre o débito de água pelas respectivas barragens.
“Estamos dependentes das barragens, nomeadamente da espanhola porque debita muito mais água do que a capacidade de turbinação das barragens portuguesas. Mas, esta semana, o tempo esteve bom para evoluir nos trabalhos”, referiu o autarca, relativamente a uma empreitada que deverá estar concluída no final de Setembro.
O açude em Abrantes está ‘em baixo’ há cerca de três anos, tendo João Gomes lembrado que “os actos de vandalismo decorreram de uma situação anómala, quando o açude foi desinsuflado para permitir que o nível das águas baixasse para a operação de intervenção na ponte” rodoviária, que liga Abrantes a Rossio ao Sul do Tejo. “Só quando voltámos a insuflar o açude, há cerca de 18 meses, reparámos que o mesmo estava furado e havia sido vandalizado” por desconhecidos.

Danos do vandalismo no açude de Abrantes custam 350 mil euros

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