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População de Azambuja dividida sobre estacionamento tarifado

População de Azambuja dividida sobre estacionamento tarifado

Estacionar o carro vai passar a custar dinheiro nalguns pontos da vila. Medida imposta pelo município não é consensual. Comerciantes e moradores mostram-se receptivos à mudança, mas utilizadores dos comboios não acolhem a medida com agrado.

Edição de 10.08.2018 | Sociedade

O estacionamento tarifado nas principais artérias da vila de Azambuja e parques a nascente e a poente da estação de comboios da CP vão ser tarifados. Uma decisão da Câmara Municipal de Azambuja que não é bem recebida por todos os munícipes. Se moradores e comerciantes vêem com bons olhos a presença de parquímetros na Rua Engenheiro Moniz da Maia e Rua Vítor Cordon, onde alguns residem e têm lojas, já quem utiliza habitualmente o comboio como meio de transporte para o trabalho torce o nariz à ideia.
No centro da vila não é fácil encontrar-se um lugar para estacionar durante o dia. Quem ali vive e trabalha fala em tom de reprovação sobre as pessoas que ali deixam os carros de manhã para irem apanhar o comboio e que só regressam ao final do dia. “Quem quer fazer compras não tem lugar para estacionar”, diz Manuel Rosa, comerciante em Azambuja há 55 anos num minimercado, enquanto olha pela porta como quem espera a entrada de um cliente.
“São lugares que permanecem ocupados durante o tempo em que o minimercado está aberto”, sem rotatividade, por isso, o comerciante defende que o novo regulamento para aplicação de tarifa vai trazer vantagens para o negócio. Manuel Rosa alerta, no entanto, para os motivos que levam muitas pessoas a deixar os carros no centro da vila. “Não sentem segurança naqueles parques, por isso é que deixam aqui os carros. Se vão pôr tarifa nos parques, que os melhorem”, sugere. Só assim diz fazer sentido tarifar os terrenos municipais junto à estação de comboios.
A mesma opinião partilham Carlos Henriques e Maria da Conceição Carvalho, dois vizinhos comerciantes da Rua Engenheiro Moniz da Maia. “Já é uma conversa antiga, esta”, diz o proprietário de ourivesaria. Há anos que o assunto é falado entre comerciantes. Ambos deixam a mesma preocupação, a de haver uns minutos gratuitos e de serem contempladas medidas que salvaguardem os moradores e comerciantes das duas ruas.

Utilizadores da CP contra tarifas
Para Marta Mateus, residente no alto concelho, o percurso é rotineiro. “Estaciono às 07h00 e retiro o carro por volta das 18h30”, diz a O MIRANTE, momentos depois de ter saído do comboio que a traz de Lisboa. Por proximidade, prefere deixar o carro nos parques junto à estação, mas reconhece-lhes a falta de condições de segurança, piso e iluminação. “É terrível, principalmente de Inverno, com as poças de lama e com menos luz”. A opinião sobre a aplicação de tarifa é vincadamente contra. “Não faz sentido. O passe para Lisboa já é elevado, se ainda vamos pagar o parque, mais vale levar o carro para Lisboa”, afirma.
“Quando taxarem começo a vir a pé”, diz por sua vez Joaquim Manuel, residente em Azambuja e utilizador diário dos comboios. Diz que não faz sentido taxar dentro da vila - onde deixa habitualmente o carro antes de ir apanhar o transporte público. “Só se for para os comerciantes lá deixarem o carro o dia todo”, afirma, considerando que o problema não fica resolvido e que não haverá mais lugares desocupados.

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