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Robô para recolher vegetação e rentabilizar florestas pode ser visto em Valada

Projecto desenvolvido por investigadores portugueses vai estar em destaque na Agroglobal

Edição de 31.08.2018 | Economia

Um robô criado para recolher vegetação e rentabilizar as florestas vai estar em demonstração na Agroglobal, em Valada, Cartaxo. Os visitantes do certame, que decorre de 5 a 7 de Setembro, podem ver e pedir informações sobre o robô criado por investigadores do Instituto de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC-TEC).
O robô, desenvolvido pelo instituto da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto juntamente com a Associação Florestal de Portugal (FORESIS), começou a ser produzido há um ano e meio, pesa uma tonelada e visa substituir a maquinaria utilizada actualmente, tornando o processo de limpeza e recolha de vegetação mais automatizado.
“A nossa floresta é pouco gerida e tem pouco valor económico. As operações que actualmente são feitas não são muito rentáveis, uma vez que muito do trabalho é feito manualmente e com máquinas muito pesadas”, frisou Filipe Neves dos Santos do INESC-TEC. “O robô é colocado no espaço que se pretende recolher a biomassa e aí trabalha sozinho, levando o material até à berma e fazendo uma pilha. Depois regressa ao local onde começou. Contudo, numa primeira fase será sempre visionado por um operador”, revelou.
Segundo Filipe Neves dos Santos, a equipa prevê que no próximo ano o robô possa ser testado “em ambientes mais reais, com declive e vegetação densa”, isto porque “neste momento os testes ainda se realizam no laboratório e são muito controlados”.

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