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Cães vadios e deputados pouco esclarecidos atormentam populações

Edição de 07.09.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Uma lei aprovada por unanimidade no Parlamente proíbe o abate de cães que estejam em canis municipais. Parece ser uma lei sensata mas não é. Há municípios que não têm canis e os canis que existem estão sobrelotados. Sendo assim, ou vão ter que ser construídos muitos mais canis ou as câmaras municipais vão deixar de recolher animais vadios, como os que há semanas vagueavam pelo Carreiro da Areia, no concelho de Torres Novas, por não terem onde os colocar.
Só no primeiro semestre deste ano foram recolhidos mais de 13 mil animais abandonados e nem metade dos mesmos foram adoptados, tendo ficado nos canis sobrepovoados. O ano passado foram abatidos mais de doze mil cães. Falamos de cães mas também há gatos vadios, embora as pessoas liguem mais aos cães porque são mais dependentes que os gatos. O que vai acontecer a partir de agora?
Eu que sou realista sei que vai continuar a haver abate de animais vadios. No meio de milhares e milhares de leis que se fazem para tudo e mais alguma coisa, os advogados hão-de encontrar algumas que permitem o abate, seja por motivos sanitários, de segurança ou para cumprimento das metas do déficit.
Se assim não fosse ainda começaríamos a assistir a caçadas ao cão vadio organizadas por populares ou juntas de freguesia, como acontece com os javalis, para protecção de culturas, capoeiras e rebanhos.
Manuel António de Campos Foreiro

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