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“As escolas esforçam-se para incluir os maus alunos e esquecem-se de valorizar os bons”
Nuno Gomes é professor de informática e proprietário da Hipercálculo

“As escolas esforçam-se para incluir os maus alunos e esquecem-se de valorizar os bons”

Nuno Gomes é proprietário da Hipercálculo e professor de informática em Tomar

Edição de 13.09.2018 | Três Dimensões

Nuno Gomes tem 49 anos, vive em Vila Nova da Barquinha e é apaixonado por viagens. Considera-se um bom garfo e diz que o seu maior defeito é ser teimoso. É sportinguista e quando era pequeno queria ser piloto de aviões na Força Aérea mas um dia teve de ir ao dentista chumbar um dente e o seu sonho foi por água abaixo. Acabou por seguir a sua segunda paixão: a informática. Hoje é proprietário da Hipercálculo e professor de Informática em Tomar.

Gosto de conhecer novas culturas. Conheço Portugal de lés-a-lés e já estive em vários países da Europa e da Ásia, graças à minha profissão e por gostar de viajar. É uma forma de ir à descoberta de novas realidades. Ainda em Agosto deste ano estive na Alsácia (França e Alemanha) juntamente com a minha mulher e os meus dois filhos.
Não sou grande apreciador de música mas gosto de alguma música ligeira. Normalmente, quando vou a conduzir, costumo ligar o rádio mas raramente sei quem está a cantar.
Quando era miúdo jogava futebol de sarjeta, na rua, com os meus amigos. Era assim designado porque as balizas eram as aberturas para escoamento das águas pluviais. A minha infância foi passada em Vila Nova da Barquinha. As férias eram sempre passadas entre Figueira da Foz e Ponte da Barca, de onde é natural o meu pai.
O bichinho da informática apareceu no nono ano. Comecei a gostar de computadores e decidi enveredar pela área de electrotécnica. O gosto pelo ensino apareceu quando já me encontrava no 3.º ano da licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores no Instituto Superior Técnico.
A primeira aula que dei foi a engenheiros. Estava ainda a estudar e foi um professor que me convidou. Na altura, só me disseram a hora e o local para me apresentar. Só quando estava a dar a aula é que me apercebi que a turma era composta por engenheiros dos TLP (Telefones de Lisboa e Porto que deu origem à PT ).
Já estive em vários países e provei vários pratos mas acho que a nossa gastronomia é a melhor. Também é verdade que muitas vezes aquela refeição que se come no avião quando se regressa a Portugal pode ser uma porcaria mas sabe sempre bem. Quando se está longe do país e se regressa as coisas têm outro sabor.
Se eu fosse presidente da câmara promovia mais actividades de lazer.  A terra tem muitas infra-estruturas, mas temos poucas actividades culturais e de lazer. Dou um exemplo. Eu e a minha família costumamos ir muitas vezes passear à noite ao parque ribeirinho e não se vê quase ninguém no espaço o que é uma pena.
Ir ao dentista acabou com o meu sonho. Desde pequeno sempre quis ser piloto de aviões, mas um dia tive de ir ao dentista chumbar um dente. Resultado, deixei de possuir um dos requisitos para ingressar no curso de pilotos da Força Aérea e tive de mudar de planos. É por isso que ainda hoje quando chego a um aeroporto e entro num avião sinto sempre alguma tristeza.
Houve um ano em que me esqueci do aniversário de casamento e a minha mulher zangou-se. Mas ela lá me vai desculpando estas coisas porque sabe que eu sou mesmo assim. Até já me aconteceu esquecer-me que fazia anos. O Facebook nisso faz um bom trabalho.
A educação deve começar em casa. Apesar de não ter muita razão de queixa, porque dou aulas a alunos mais velhos, considero que os pais muitas vezes se desresponsabilizam da tarefa de educar na sua casa. Além disso, as escolas mostram-se muito preocupadas em incluir os maus alunos e esquecem-se de valorizar os bons.
Os jovens vão ficar cada vez mais dependentes das novas tecnologias. Aquilo é um vício e um vício custa muito a largar. Eu próprio, de vez em quando, lá estou à mesa a mexer no telemóvel para ver as notícias.

“As escolas esforçam-se para incluir os maus alunos e esquecem-se de valorizar os bons”

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