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Última Página: Um caso que deu um livro e parece coisa de filme

O caso Oliveira Domingos versus O MIRANTE acabou nos tribunais mas não acabou como assunto editorial. Esta semana, depois do fecho da edição 1369, ano XXX, lançamos um livro com 284 páginas, da autoria do jornalista Orlando Raimundo, que conta todo o processo judicial que nasceu do pedido abusivo de meio milhão de euros à Câmara de Santarém pelo dito advogado.

Edição de 20.09.2018 | Opinião

Trazer sempre em ordem e por escrito os nossos pensamentos e as nossas opiniões não é para todos porque a palavra deixa um rasto. Às vezes um rasto perigoso para quem gosta de trocar de palavras e de opiniões como quem troca de caneta ou de camisa.
Já depois deste jornal ter chegado às bancas e a casa dos leitores e assinantes, lançamos o livro O Processo - tentativas de condicionamento da informação em Portugal, um livro do jornalista Orlando Raimundo que conta em forma de ensaio, quase romance, um caso de tribunal que envolveu O MIRANTE e o advogado de Santarém, José de Oliveira Domingos, avençado da Câmara de Santarém no tempo da presidência de Rui Barreiro.
O caso teve contornos absurdos e perversos. O advogado tentou enganar a Justiça e incomodar os jornalistas de O MIRANTE em cima da contestação a uma notícia que apenas dava conta da sua pretensão em cobrar à Câmara de Santarém cerca de meio milhão de euros de indemnização. Era uma notícia que respeitava todas as regras do jornalismo. O grande problema é que trazia para a praça pública um pedido de indemnização absurdo e punha à vista de todos a forma como os políticos, neste caso Rui Barreiro, gerem o dinheiro público.
Foi por causa da notícia do pedido de indemnização, que aparentemente toda a gente esperava que ficasse no segredo dos deuses, que o advogado avençado da Câmara de Santarém fez uma perseguição ao jornal que acaba de dar uma História para um livro. Antes originou, entre outras situações dignas de filme, a invasão policial da redacção de O MIRANTE e uma condenação absurda que deu em absolvição mas só depois de chegar ao Supremo Tribunal de Justiça. JAE

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