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Os dejectos dos cães nos passeios e a sua relação com a terceira idade

Edição de 03.10.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Moro em Abrantes. Junto ao meu prédio, no passeio, costuma haver dejectos de cães, o que me irrita. Por vezes imaginava a reprimenda que daria ao dono do canídeo que ali faz as necessidades e não as recolhe mas de há uns dias para cá fiquei um nadinha...mas só um nadinha, mais tolerante.
Foi quando um dia vi uma senhora de idade, fisicamente debilitada, a passear um cão também já velhote a quem ela chamava Joli, na minha rua. Ela veio devagarinho a arrastar os pés e a arrastar o animal que parou para defecar a um metro e meio da porta de entrada do prédio. Depois do animal se aliviar a senhora tirou do bolso um saquinho plástico e depois de o abrir tentou baixar-se o suficiente para recolher os “presentes” mas, após duas tentativas, desistiu porque não se conseguia dobrar. A cena foi tão surpreendente que nem sequer me ocorreu descer as escadas para a ajudar e ela foi-se embora...a arrastar os pés e o cão, com o saquinho vazio na mão.
Mais tarde fui fazer o que sempre faço, que é limpar o passeio, mas não fui tão enervada quanto costumo ir. Sei que há muita gente capaz de se baixar que passeia cães e deixa a porcaria atrás mas fiquei a saber que o envelhecimento da população tem curiosos e pouco conhecidos efeitos secundários. E estes são os mais simples.
Maria do Rosário Nunes

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