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O centro histórico de Santarém é dos violadores?

A formação dos magistrados não inclui lições sobre civilização e vida na terra? A segurança, a honra e a dignidade das pessoas podem ser violadas como as dos animais pelos caçadores furtivos ou em época de caça?

Edição de 27.09.2018 | Opinião

Esta semana recebi vários recados e sugestões para não nos esquecermos de actualizar as notícias sobre as tentativas de violação no centro histórico de Santarém.
Como é evidente a cidade não fala de outra coisa; mesmo passado tanto tempo.
A violação é um dos crimes mais temido e capaz de gerar um alarme social parecido ou igual ao clima de guerra civil. As pessoas mais fragilizadas deixam de sair de casa; outras vivem o drama permanentemente e com isso adoecem e ficam mais dependentes dos seus familiares. Ninguém merece viver num país que tem um Governo e uma Justiça que não nos protege dos assaltantes e dos assassinos.
O caso de Santarém, que O MIRANTE actualiza nesta edição (ver página 8), é menos dramático que o caso, também recente, de Pombal, onde a polícia desmantelou um gangue que se dedicava a roubar e martirizar até à morte gente idosa e indefesa; trabalho de sapa dos polícias que o Tribunal desvalorizou ouvindo e soltando logo a seguir os presumíveis criminosos.
Todos sabemos que em Portugal não há prisões para tanto gatuno; mas também já não há para quem rouba e agride até à morte ou quase até à morte? Os juízes dos tribunais que não prendem esta gente bárbara não têm coração? Nem família? A formação dos magistrados não inclui lições sobre civilização e vida na terra? A segurança, a honra e a dignidade das pessoas podem ser violadas como as dos animais pelos caçadores furtivos ou em época de caça?
Vamos todos esperar que as tentativas de violação no centro histórico de Santarém não se repitam a breve prazo e com os mesmos personagens. É assim que a coisa funciona regra geral. Os criminosos prevaricam, a polícia apanha-os, o tribunal solta-os. Até que os criminosos voltem ao local do crime e tudo se repita. JAE

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