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Alverca deve valorizar a sua importância na história da aviação portuguesa
Pela primeira vez em cem anos a população teve a oportunidade de conhecer a base, voar com os militares e conhecer a história de Alverca na aviação

Alverca deve valorizar a sua importância na história da aviação portuguesa

Pela primeira vez na sua história a centenária base aérea de Alverca abriu as portas à população. Foi um dia de aventura para muitos e de estreias para outros, com baptismos de voo e visitas ao novo hangar do balão e à torre de controlo. Uma oportunidade para conhecer por dentro uma referência da cidade.

Edição de 03.10.2018 | Sociedade

A cidade de Alverca do Ribatejo e os seus poderes políticos estão “a fazer pouco” para dar a conhecer a ligação umbilical existente há cem anos entre a aviação militar e a cidade. Não basta ser o berço da aviação, é preciso assumi-lo e divulgá-lo intensamente. A opinião é de vários moradores com quem O MIRANTE falou à margem do dia em que o Depósito Geral de Material da Força Aérea Portuguesa (DGMFAP) abriu as suas portas à população.
“Temos aqui uma riqueza que tem de ser aproveitada e não se vê nada. A anterior junta de freguesia espalhou uns aviões pela cidade e pouco mais. E esta junta não está a fazer nada sobre isto. Alverca precisa de ser identificada como o berço da aviação mais ainda do que aquilo que está a ser”, critica Fernando Pires, morador na cidade. Fernando foi um dos habitantes que no sábado, 22 de Setembro, aproveitaram a rara oportunidade de poderem visitar a base da Força Aérea, que este ano celebra o seu centenário.
“Há imensa coisa que se pode fazer em Alverca para dinamizar a ligação com a aviação, nem que seja um percurso pedestre, colóquios ou conferências, não tem havido nada. Nem indicações na estrada como chegar ao Museu do Ar existem. Muita gente nem sabe da importância histórica de Alverca na aviação portuguesa”, critica outra moradora, Ana Filipa Sousa. A
O MIRANTE diz que é preciso “informação na auto-estrada” do norte (A1) que faça justiça à importância de Alverca. “E um Museu do Ar que seja mais divulgado”, sugere.
Em cem anos de existência esta foi a primeira vez que a base de Alverca abriu as suas portas à comunidade. Milhares de pessoas aproveitaram a oportunidade para visitar a base, descobrir a torre de controlo e realizar baptismos de voo num avião militar C-295M. Além de uma exposição alusiva ao centenário e uma exposição de brinquedos lego da PLUG – Associação Portuguesa de Utilizadores de Lego, os visitantes puderam também conhecer algumas das viaturas e armas existentes na base, visitar a repartição de engenharia de aeródromos com demonstrações das suas actividades, participar em provas de airsoft, futebol de praia e mini-treino militar. O Museu do Ar também esteve aberto ao público gratuitamente.

Voar pela primeira vez

Fernando Oliveira, morador de Alverca, visitou a base para poder andar pela primeira vez de avião. “Estou um bocadinho nervoso porque nunca andei e acho que estas iniciativas são muito importantes porque nem toda a gente pode andar a pagar bilhete de avião. Há 60 anos que vivo em Alverca e nunca me tinham dado a oportunidade de voar, estou curioso”, confessa. No final da experiência confessou-se “maravilhado” e garantiu que não enjoou.
O primeiro baptismo de voo do dia contou com a presença de Marco Túlio Pellegrini, presidente da OGMA e Maria João Oliveira, comandante coronel do DGMFAP. “É a primeira vez que a base abre as suas portas e o objectivo é dar-nos a conhecer à comunidade e criarmos uma relação de proximidade com as pessoas. Foi um dia muito positivo com muita gente a visitar-nos e isso deixa-nos muito satisfeitos”, conta Maria João Oliveira a O MIRANTE. Na base de Alverca trabalham actualmente cerca de 170 pessoas.

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