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Câmara do Sardoal gasta mais de 10% do seu orçamento na Protecção Civil
Miguel Borges garante que quem vive no interior do país tem mais qualidade de vida

Câmara do Sardoal gasta mais de 10% do seu orçamento na Protecção Civil

Miguel Borges deixou vários recados na abertura das Festas do Concelho de Sardoal. Presidente da Câmara de Sardoal diz que interioridade não é sinónimo de inferioridade e que há mais qualidade de vida do que nas grandes cidades.

Edição de 03.10.2018 | Sociedade

“Interioridade não é sinónimo de inferioridade, é de qualidade”. Essa é uma das frases que o presidente da Câmara de Sardoal, Miguel Borges (PSD), não se cansa de repetir e que voltou a proferir durante a abertura oficial das Festas do Concelho de Sardoal, na sexta-feira, 21 de Setembro. Porque continua a haver muito a fazer para corrigir as assimetrias existentes num país que concentra cada vez mais a população na faixa litoral e o autarca não se cansa de lutar pela sua dama.
“Aqui temos problemas na área da saúde, da justiça e da educação, mas os grandes centros também os têm. Por isso, temos de mudar o discurso de que este é um território deprimido, porque não é verdade. Até porque aqui até temos mais qualidade de vida”, admitiu Miguel Borges.
E porque a abertura das festas contou com a presença do secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, o autarca aproveitou para deixar alguns recados ao Governo, nomeadamente sobre os apoios financeiros aos bombeiros municipais.
Para o autarca, não é justo que as câmaras que possuam bombeiros municipais (26 autarquias em todo o país) tenham de reservar mais de 10% do seu orçamento para a Protecção Civil e não tenham acesso a um conjunto de apoios. Uma pretensão que o secretário de Estado considerou “legítima e justa”, defendendo que os bombeiros municipais devem ser equiparados a todos os outros naquilo que é o apoio financeiro do Estado às corporações de bombeiros.
“No Ministério da Administração Interna, através do secretário de Estado da Protecção Civil, Artur Neves, já se trabalha nisso e no processo de descentralização dá-se um passo de transparência: qualquer apoio aos bombeiros e a instalações de bombeiros terá de ser do conhecimento e com parecer das comunidades intermunicipais, de forma a que os autarcas tenham palavra no equilíbrio ou desequilíbrio desses apoios”, avançou o governante.
A última mensagem do presidente do município foi para o facto de o património religioso do Sardoal, no quadro comunitário de apoio da actual CCDR Centro, não estar enquadrado no âmbito dos fundos comunitários. “O património é algo que devemos preservar e não é por ele não ser público que perde o seu interesse”, confessa, alertando para a necessidade da requalificação da Igreja Matriz e do pórtico da Igreja da Misericórdia.

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