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Paciente de Abrantes acusa médico de a agredir nas urgências do hospital

Paciente de Abrantes acusa médico de a agredir nas urgências do hospital

Queixa foi formalizada no dia seguinte na esquadra da PSP da cidade. Telma Correia estava há seis horas à espera para ser atendida e foi pedir explicações ao clínico, que não gostou de ser “importunado”. Agarrou-a por um braço causando-lhe um hematoma. Hospital abriu inquérito interno.

Edição de 03.10.2018 | Sociedade

Telma Correia, moradora no Pego, Abrantes, acusa um médico de serviço nas urgências do Hospital de Abrantes de agressão após ter estado seis horas para ser atendida. O caso passou-se no dia 18 de Setembro. A queixosa deslocou-se às urgências, cerca das 18h00, com fortes dores de garganta e de ouvidos, mas seis horas depois saiu sem ser atendida e com uma grande nódoa negra no braço, que diz ter sido causada pelo médico, que trabalha em regime de prestação de serviços. A situação foi já alvo de inquérito interno.
Na triagem foi-lhe atribuída a pulseira verde, que indica os casos pouco urgentes. Depois de esperar mais de cinco horas sem ser atendida e observando que outros pacientes, também com pulseira verde, estavam a ser atendidos em primeiro lugar, Telma dirigiu-se ao segurança para perceber se ainda faltaria muito tempo para ser chamada. O segurança pediu-lhe que falasse directamente com o médico e indicou-lhe a porta do gabinete. Quando a paciente se dirigiu ao médico este respondeu-lhe violentamente com um “estou a trabalhar e não lhe vou responder”, fechando-lhe a porta com brusquidão. Inconformada, Telma dirigiu-se à secretaria e pediu o livro de reclamações onde expôs o sucedido.
Esperou mais uma hora e, por volta das 23h40, voltou a pedir ao segurança alguma informação sobre o tempo que ainda teria que esperar. Mãe de dois gémeos de sete anos, Telma, de 28 anos, estava preocupada com os filhos que ficaram em casa da avó e que tinham aulas na manhã seguinte.
Com as dores a aumentar a paciente bateu de novo à porta do gabinete e confrontou o médico, tentando perceber porque não atendia ninguém há mais de uma hora. Foi então que o médico lhe agarrou pelo braço e a arrastou até à secretária gritando que estava a trabalhar e não queria ser importunado, só a largando depois do marido de Telma, que a acompanhava, lhe levantar a voz.
Segundo Telma, o médico gritou também com o segurança que permitiu a entrada. A paciente e o marido, com pulseira de acompanhante, voltaram para a sala de espera e chamaram a PSP que chegou em cinco minutos e tomou conta da ocorrência.
No dia seguinte Telma Correia formalizou uma queixa na PSP de Abrantes. A 20 de Setembro dirigiu-se ao Gabinete de Medicina Legal do Hospital de Abrantes para validação, por profissionais de saúde, da lesão no braço.
Telma Correia diz que é lamentável que uma pessoa se dirija ao hospital por não estar bem e acabe por sair maltratada e sem ser atendida. Depois de mais de seis horas de espera, Telma acabou por recorrer à farmácia onde já é conhecida e onde sabem do seu historial clínico de otites.
Ao que O MIRANTE apurou junto do Centro Hospitalar do Médio Tejo, o Hospital de Abrantes abriu um inquérito para averiguar a situação que envolve o médico que actua como prestador de serviços, isto é, não faz parte dos quadros, embora já tenha prestado serviço também no Hospital de Torres Novas.

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