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Festival Materiais Diversos passa a bienal para aprofundar programação regular

Associação nascida em Alcanena promove a cultura desde 2009.

Edição de 10.10.2018 | Cultura e Lazer

O Festival Materiais Diversos, que desde 2009 se realiza todos os anos a partir de Alcanena, passará a ser bienal, com a próxima edição a acontecer no último fim de semana de Setembro de 2019 em Minde e Alcanena e no primeiro fim de semana de Outubro no Cartaxo.
“Era muito importante para nós ganhar espaço e tempo para reflectir e para aprofundar as nossas colaborações com os parceiros e com os nossos públicos”, disse a directora artística da associação Materiais Diversos, Elisabete Paiva, no dia em que o festival começou com uma “micro apresentação” pelo Teatro do Ferro, no Largo 14 de Agosto, em Minde.
“Desde a sua fundação, o festival cresceu muito, tem uma visibilidade nacional e internacional, mas interessa-nos muito compreender como é que podemos fazer melhor aquilo que já fazíamos a partir do lugar. Afirmar: ‘Estamos aqui’. E ganhámos espaço para uma programação regular, o que implica um habitar do território muito mais intenso, muito mais profundo, e muito mais oportunidades para diferentes públicos de se aproximarem de nós e dos artistas que convidamos”, afirmou Elisabete Paiva.
Com a passagem a bienal, “os processos de apresentação, de criação, ao longo de cada biénio vão poder reverter-se no festival com outra profundidade”, realçou. Como exemplo, Elisabete Paiva apontou o espectáculo de teatro documental “Viagem a Portugal”, que estreia no festival, um trabalho do Teatro do Vestido.
O mesmo acontece com as criações para jovens públicos, que são coproduzidas pela Materiais Diversos, com oficinas para professores e para crianças, “com investimento em filosofia, em dança, em teatro”, e que depois serão apresentadas no festival.
Outra alteração anunciada por Elisabete Paiva foi o facto de a Materiais Diversos ter deixado de ter “artistas associados” para passar a ter “projectos associados”, recebendo ou fazendo propostas para serem construídas “a partir do lugar, a partir de pesquisas no lugar ou a partir de mecanismos de participação das pessoas do lugar” ou mesmo de recuperação do espaço público, onde quer passar a “programar mais”.
“Não estamos a abandonar os artistas, a apoiar menos, mas a apoiar de uma outra forma, até podendo diversificar o leque de artistas que estamos a apoiar”, disse, exemplificando com a bolsa “Filhos do Meio”, que disponibiliza aos artistas do distrito de Santarém uma estrutura “profissional, que tem o apoio estatal para cumprir esse desígnio”.

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