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José Eduardo Carvalho defende concentração de empresas para melhores salários
José Eduardo Carvalho diz que redimensionamento empresarial e criação de competências digitais são prioridades para os próximos anos

José Eduardo Carvalho defende concentração de empresas para melhores salários

Presidente da AIP diz também que as competências digitais são uma prioridade

Edição de 10.10.2018 | Economia

O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, destacou no seminário de balanço do projecto MOVE PME, que decorreu em Coimbra, dia 25 de Setembro, que “as prioridades para os próximos anos serão o redimensionamento empresarial e a criação de competências digitais. São as duas áreas de maior importância em que deve haver uma concentração da política pública e dos recursos públicos”. No evento que contou com a participação do secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Sousa, do presidente do Compete, Jaime Andrez, estiveram presentes mais de 300 empresários de todo o país.
O presidente da AIP defendeu ainda a fixação de requisitos de dimensão mínima. “Seria importante, para promover a concentração empresarial, condicionar a requisitos de dimensão mínima, as candidaturas a projectos de investimento, pelo menos nas áreas de I&D e de internacionalização”. Sobre o redimensionamento empresarial pouco se tem feito, pois “as empresas não aderem aos processos de concentração e as associações empresariais nem os colocam como prioritários nas suas actividades”, acrescentou.
José Eduardo Carvalho declarou que “só com ganhos de escala, através de concentração empresarial, haverá capacidade para pagar salários elevados, investir em inovação e reforçar a capacidade exportadora. É difícil fazê-lo quando 50% do emprego está concentrado em micro empresas”.
“Com a redução de fundos europeus prevista no próximo quadro comunitário, imaginem-se as consequências se não for possível financiar projectos de inovação nas grandes empresas. E o que isto significa para um país como Portugal que necessita de captar investimento estrangeiro, se as empresas não tiverem essa possibilidade”, foi outra das preocupações manifestada por José Eduardo Carvalho.
O secretário de Estado, Nelson de Sousa, afirmou que tomou “boa nota” daquilo que foi dito pelo presidente da AIP e “naturalmente que temos sensibilidade para as questões pois o caminho é para a frente e queremos continuar a fazer das empresas a principal locomotiva da aplicação dos fundos estruturais em Portugal”.
O governante destacou que o sucesso dos resultados até agora obtidos pelas empresas não se deve ao Governo, mas sim às associações de empresas de todo o país e aos empresários e aos quadros que nelas trabalham. Aos governantes cabe a responsabilidade de criar as condições para que se crie a dinâmica e as condições necessárias ao sucesso.
Quanto ao programa 2020 o governante referiu que “este não foi um quadro de apoio criado por este Governo mas assumimos estas opções e não podemos perder mais tempo em reformulações que só atrasariam o arranque da reprogramação do quadro”.
O Governo reforçou ainda o investimento no ensino profissional “porque até este momento as prioridades cobriam apenas metade das necessidades de financiamento e se não fosse esse reforço já neste ano lectivo não haveria financiamento”. A reprogramação está na fase final de conclusão e se tudo correr como esperado durante o mês de Outubro o processo estará concluído e até ao final do ano vamos abrir novo concurso para o novo período de candidaturas.

Modelo piloto para optimizar apoios e ganhos de competitividade
De forma a tornar o actual modelo de gestão de incentivos mais eficaz no apoio à competitividade das empresas, o presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, avançou com a sugestão de implementação de um modelo piloto. “Em vez de candidaturas individualizadas por áreas de investimento, traria grandes vantagens para a optimização dos fundos comunitários e dos seus reflexos na competitividade das empresas se estas elaborassem uma candidatura única, integrada num plano estratégico de desenvolvimento e enquadrando um planeamento que evidencie as necessidades de investimento nas diferentes áreas. Esta candidatura seria objecto de contratualização pelo valor global do investimento. O recebimento dos respectivos incentivos seria de acordo com o plano de execução definido e concretizado pela empresa”.

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