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Quase dois anos à espera de receber a pensão de sobrevivência
Sandra Ferreira está há cerca de dois anos à espera de receber a pensão de sobrevivência

Quase dois anos à espera de receber a pensão de sobrevivência

Viúva do Entroncamento tem vivido com dificuldades e sem solidariedade da Segurança Social. Ficou viúva há cerca de dois anos do companheiro, que trabalhava numa lavagem de carros e era voluntário nos Bombeiros de Torres Novas, e desde essa altura que tem desesperado com a lentidão da Segurança Social, que só lhe vai começar a pagar a pensão a que tem direito em Novembro.

Edição de 10.10.2018 | Sociedade

Sandra Ferreira é viúva há quase dois anos e desde a morte do companheiro, bombeiro na corporação de Torres Novas, que aguarda pela pensão de sobrevivência. Em vinte meses de desespero e já a passar algumas dificuldades, a residente no Entroncamento, que está desempregada e vai fazendo limpezas para sobreviver, já fez várias reclamações e já teve que entregar os mesmos documentos por três vezes. Depois de O MIRANTE ter contactado a Segurança Social, a beneficiária foi informada de que o seu processo está finalizado. Em resposta ao nosso jornal, o organismo garante que as prestações vão começar a ser pagas no mês de Novembro.
Com tanto tempo de espera e peripécias, como a de ter de entregar recentemente, pela terceira vez, a sua certidão de nascimento, Sandra prefere ficar na expectativa, sem euforias, de receber todos os montantes mensais desde Fevereiro de 2017, quando requereu a pensão. A viúva diz que quase dois anos é muito tempo na vida de uma pessoa que passa dificuldades depois de ter deixado de trabalhar para cuidar do companheiro, que estava a sofrer com um cancro. Após a morte de Adriano Rosado, tem tido dificuldade em encontrar trabalho devido ao seu aspecto físico, conforme reconhece, adiantando que não a querem para trabalhar em cafés ou num serviço de atendimento porque tem os dentes estragados.
Sandra tem vindo a ter problemas em pagar todas as contas e só tem conseguido pagar as rendas de casa, no valor de 250 euros, porque a filha está a trabalhar num quiosque e ajuda nas despesas. Desde que o marido morreu que tem vindo a vender alguns bens, como os dois carros já com alguns anos que o casal possuía. A moradora no Entroncamento não consegue entender a falta de humanidade da Segurança Social, perguntando se quem manda acha que as pessoas, que já perderam um familiar e estão a passar por dificuldades, não precisam de comer todos os dias.
A viúva é uma das muitas vítimas dos atrasos e mau funcionamento da Segurança Social, situação que já foi reconhecida pelo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Vieira da Silva disse à margem do fórum da OCDE no Porto, onde participou no dia 18 de Setembro, que os atrasos se devem à falta de pessoal e aos crescentes pedidos de atribuições de pensões, referindo-se especificamente às pensões de velhice. Mesmo assim, os beneficiários desta área estão com mais sorte que Sandra, já que a demora média é de cinco meses.

Quase dois anos à espera de receber a pensão de sobrevivência

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