uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Uma professora que não gosta de deixar nenhuma criança para trás
Marisa Zorro é a responsável pela Sol School em Alverca

Uma professora que não gosta de deixar nenhuma criança para trás

Marisa Zorro tem 32 anos e é responsável pela Sol School em Alverca.

Edição de 11.10.2018 | Identidade Profissional

O centro de estudos Sol School foi criado há quatro anos pelo Centro Social para o Desenvolvimento do Sobralinho e tem já meia centena de crianças a frequentá-lo. Marisa Zorro é um dos rostos que todos os dias dá o seu melhor pelo futuro dos jovens que frequentam o espaço.

Na Sol School em Alverca do Ribatejo, nenhuma criança que não esteja a conseguir apanhar a matéria fica para trás e há sempre um acompanhamento personalizado do estudo, seja de português ou de matemática. Este é um dos valores fundamentais de Marisa Zorro, 32 anos, professora de matemática e ciências e uma das responsáveis por aquele centro de estudos, criado há quatro anos pelo Centro Social para o Desenvolvimento do Sobralinho (CSPDS).
“Nunca deixamos nenhuma criança para trás e as dificuldades de cada uma são tratadas individualmente. Esta é uma profissão que adoro e por isso nunca pensei mudar. Estes centros são importantes para dar uma oferta que actualmente não existe na rede de escolas e que é importante no apoio às famílias. As crianças precisam deste apoio. Muitas vezes na escola não têm o apoio ao estudo que é necessário. Mas também para as famílias é apoio importante, porque as crianças vão daqui já com os trabalhos de casa feitos, com a matéria estudada e com tempo para estar com a família”, conta.
Natural de Vila Franca de Xira, Marisa formou-se em biologia devido à sua paixão pelos animais, mas mais tarde abraçou a área pela qual sempre tivera um fraquinho: a educação. “Dar aulas era mesmo o que eu queria. Tive várias profissões mas foi quando comecei a dar Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no Centro Social para o Desenvolvimento do Sobralinho é que consegui realmente abraçar o trabalho que mais queria fazer que era estar com as crianças”, conta a O MIRANTE.
O seu primeiro emprego foi numa fábrica de embalamento de iogurtes. Depois foi assistente de medicina dentária e assistente num call center, até se estabelecer definitivamente no CSPDS. “Para mim, no mundo do trabalho em geral, os valores fundamentais que devem existir são, em primeiro lugar, gostar do que se faz. É mais fácil sermos bons e empenhados naquilo que fazemos quando gostamos do trabalho. E é preciso um bom ambiente de trabalho para que as equipas trabalhem bem e sirvam o bem comum”, explica.

Crianças têm sobrecarga de horários
Marisa lamenta que actualmente os miúdos andem demasiado sobrecarregados de tempo, não tanto com trabalhos de casa mas sim com o próprio horário escolar, que considera pesado. A Sol School em Alverca é um centro de estudos e de actividades extracurriculares destinado a crianças entre os 6 e os 14 anos de idade que funciona todo o ano com horários ajustados às necessidades dos pais. É frequentada actualmente por mais de meia centena de crianças. Para além de prestar serviços de apoio ao estudo e de preparação para testes e exames, também desenvolve actividades recreativas, fornece refeições e assegura transporte.
Trabalha com uma equipa de profissionais qualificados que garantem tranquilidade aos pais e encarregados de educação, assegurando todos os cuidados no desenvolvimento e aprendizagem pessoal de cada criança.
“Sou uma pessoa paciente e isso é importante quando se lida com crianças. É preciso muita calma e se tivermos calma isso também passa para eles. É fácil mantê-los calmos quando não perdemos a nossa. O maior desafio é a diferença de idades. Temos uma pessoa mais especializada a trabalhar com as crianças do primeiro ciclo. Do primeiro ao quarto ano não convém serem misturados com os outros porque têm ritmos de trabalho muito diferentes”, conta.
Na opinião de Marisa, o grande problema com a matemática que muitas vezes é sentido pelos alunos deriva de falhas na aprendizagem passada. “Quando uma criança tem dificuldades, se não for ajudada no imediato, pode vir a sentir maiores dificuldades no futuro. A matemática é uma corrente em que tudo está interligado e tem sempre algo que vem de trás. Quando falha esse algo eles acabam por ter problemas mais à frente no seu percurso escolar”, defende.

Uma professora que não gosta de deixar nenhuma criança para trás

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...