uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
“A restauração não é um espectáculo e há grandes chefes na falência”
Luís Ferreira tem várias paixões na vida e uma delas é o gosto pela cozinha

“A restauração não é um espectáculo e há grandes chefes na falência”

Luís Ferreira é proprietário do restaurante e snack-bar Scalibar

Edição de 11.10.2018 | Três Dimensões

Luís Ferreira tem 46 anos, vive no Secorio, concelho de Santarém e é proprietário do restaurante/snack-bar Scalibar, junto ao hospital da cidade. É sportinguista e o seu maior defeito é ter um bom coração. Adora o campo e é grande apreciador da gastronomia portuguesa. Detesta lavar a loiça e gosta dos filmes clássicos. Sabe tocar saxofone e clarinete apesar de hoje já estar muito destreinado.

Fiz parte de um grupo de música na adolescência. Já tocava saxofone e clarinete na Sociedade Filarmónica Alcanedense e com 2 anos juntei-me a seis amigos e criámos o grupo “Eden”. Tocávamos em festas e bailes. Depois o dinheiro que ganhávamos com as actuações gastávamos em jantares.
A música pop-rock está no meu coração. Tenho várias referências musicais que ainda hoje estão na moda como os Scorpions, os Pink Floyd, os Eagles e o saudoso grupo Led Zepplin.
A minha mota é uma amiga especial. Desde pequeno sempre gostei de motas. Já tive muitas, mas neste momento só tenho uma de motocross. Sempre que posso junto-me com um grupo de amigos e vamos dar umas voltas para descomprimir.
Sempre gostei de BTT. Actualmente, fruto da exigência profissional, tenho tido menos tempo do que gostaria, mas tento ir fazendo uns treinos.
Em jovem o meu desejo era trabalhar com números. Sempre gostei da área da contabilidade mas quando me vi dentro de um escritório, comecei a cansar-me. Ali não falava com ninguém. Resultado, decidi emigrar para a Suíça com a minha esposa. Aí trabalhei num restaurante durante seis anos.
Agora gosto de estar entre tachos e panelas. Na Suíça, quando trabalhava lá num restaurante fiz de tudo, desde servir às mesas a ajudar na confecção dos pratos. Desde aí nunca mais larguei o gosto pela cozinha. Hoje, quando posso, faço patuscadas com os amigos.
Conheço Portugal de lés-a-lés. Já viajei para vários países da Europa mas continuo a preferir o nosso lindo país. A última viagem que fiz foi a Sines, no Alentejo, onde estive com a minha família.
Quando era criança brincava na rua com os meus amigos até à hora de jantar. Brincávamos a tudo. Às escondidas, aos cowboys, íamos aos pássaros. Era até onde a imaginação conseguia ir. A minha infância foi passada em Alcanede, concelho de Santarém.
O futebol é só fingimento. Gosto de ver jogos de futebol na televisão mas continuo a preferir ver corridas de motas e provas de bicicleta. Acho que ali não há tanto fingimento como no futebol. Quem cai aleija-se mesmo. Não é fita.
As Unidades de Cuidados Continuados ainda estão muito aquém do esperado. Foi quando os meus pais estavam doentes que dei conta desta realidade. Infelizmente há ainda muitos idosos que estão em estado terminal e não têm quaisquer apoios. Devia haver mais atenção nessa área.
Abrir um negócio na área da restauração não é para todos. Há por aí grandes chefes com muita notoriedade na falência. Nem tudo é como parece. Muitos fecham por falta organização e por não terem noção dos custos de exploração de uma casa.

“A restauração não é um espectáculo e há grandes chefes na falência”

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...