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Os sistemas informáticos que ajudam a destruir o Serviço Nacional de Saúde 

Edição de 07.11.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Tenho problemas crónicos de saúde e não tendo possibilidade de aceder a médicos, clínicas e hospitais privados, recorro, como a maioria dos portugueses, penso eu, ao Serviço Nacional de Saúde. Em muitas alturas dessas testemunho desabafos de médicos e enfermeiros sobre os sistemas informáticos, ou por não estarem a funcionar ou por serem desajustados ou ainda porque foram feitos para funcionar em computadores e sistemas muito modernos e os do Sistema Nacional de Saúde são obsoletos e lentos.
Hoje, segunda-feira, no jornal Público, li um texto do presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, que penso trabalhar no Centro Hospitalar do Médio Tejo, em que ele aborda o assunto com mais autoridade que eu. Escreve ele:
“O objectivo de informatização do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é louvável mas a sua concretização é um desastre doloroso e permanente. Não funciona correctamente! É o inelutável diagnóstico. O SNS não pode continuar a ser um laboratório permanente de ensaio de aplicações informáticas em que profissionais e doentes são as cobaias. O funcionamento adequado das aplicações informáticas é absolutamente vital para a modernização da Saúde, para a simplificação dos processos, para ajudar os profissionais e doentes, para evitar o uso do papel”.
O artigo é mais extenso e não vou citar mais partes mas deixo apenas uma modesta opinião que se aplica a este caso do SNS e a todos os outros de empresas e instituições.
Porque é que os informáticos em vez de promoverem acções de formação para nos convencerem/obrigarem a usar um fato que não foi feito à medidas das nossas necessidades não vão frequentar acções de formação nos serviços que lhes pediram para serem informatizados, a fim de perceberem como funcionam? Perdia-se menos tempo e dinheiro e ganhava-se eficiência.
Fernando de Carvalho

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