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Última Página: Em defesa da Lezíria e da Charneca

O caso de Mação é de bradar aos céus. O território foi dizimado pelos fogos como foram tantos outros mas, como não morreu ninguém, o Governo tratou os maçaenses como portugueses de segunda

Edição de 28.11.2018 | Opinião

A forma como os actuais governos das nossas terras se alheiam dos problemas da Lezíria e da Charneca fazem lembrar os tempos antigos quando todos nós já nascíamos com o destino traçado. O fenómeno Arlindo, mais conhecido como o guardião do Tejo, que acaba de ser distinguido com um prémio de dimensão nacional pela sua defesa do Ambiente, leia-se rio Tejo, é o melhor exemplo de que nos podemos valer para escrevermos sobre a nossa terra e os nossos problemas.

Os autarcas, a maioria deles, ainda não sabem muito bem como lidar com os problemas do rio Tejo, o montado de sobro, os pinheiros e os eucaliptos que, em conjunto, fazem do território ribatejano um dos mais ricos do mundo e único em certas culturas
como é o caso dos sobreiros.

As câmaras municipais deviam juntar-se para pagarem a quem estuda estas áreas e depois intervirem junto do Governo pedindo políticas de defesa dos territórios. A charneca está a tornar-se, em muitos casos, terra de plantação de lucro rápido. E não pode. Ou não deve. Embora, cada vez mais, cada um faz o que quer valendo-se dos fracos governantes e das suas fracas forças. O caso de Mação é de bradar aos céus. O território foi dizimado pelos fogos como foram tantos outros mas, como não morreu ninguém, o Governo tratou os maçaenses como portugueses de segunda na atribuição de ajudas.

Este prémio nacional que o guarda prisional de profissão, chamado Arlindo Consolado Marques, vai receber pelo seu trabalho voluntário em defesa do rio Tejo, que é o rio das nossas vidas, não devia deixar a pensar os nossos governantes de proximidade e obrigá-los a unirem-se pelas causas comuns?

Estratégia territorial que inclua defesa do ambiente, preservação dos valores culturais, sociais e económicos, o combate ao crime, à desertificação e a fixação de população, entre outros, são projectos facilmente financiados pela Comunidade Europeia e de forma inteligente aproveitados por outras autarquias de países mais desenvolvidos da Europa. JAE

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