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Oito civis detidos no âmbito do roubo de armas em Tancos

Operação da Polícia Judiciária envolveu buscas na zona de Tomar e noutros pontos do centro e sul do país.

Edição de 26.12.2018 | Sociedade

A Polícia Judiciária deteve na segunda-feira, 17 de Dezembro, oito pessoas e realizou dezenas de buscas na zona Centro e Sul do país, nomeadamente na zona de Tomar, no âmbito do caso do roubo de material militar dos paióis de Tancos, por suspeitas de crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas.
Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) adianta que esta operação decorreu de um inquérito na qual se investigam as circunstâncias em que ocorreu o furto de material de guerra, entre a noite do dia 27 e a madrugada do dia 28 de Junho de 2017, no Paiol de Tancos.
Em causa estão factos susceptíveis de integrarem crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes. Fonte da PJ disse à agência Lusa que os oito detidos são todos civis.
Segundo o Correio da Manhã, as armas roubadas terão sido escondidas na zona de Tomar, na propriedade de uma avó de João Paulino, o ex-fuzileiro de 36 anos, alegado cabecilha do esquema e já preso preventivamente. Mais tarde, o material militar seria transferido para uma zona erma do concelho da Chamusca, onde foi encenada a sua recuperação, em Outubro de 2017.
O caso ganhou importantes desenvolvimentos em 2018, tendo sido detidos, numa operação do MP e da PJ, sete militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da GNR, suspeitos de terem forjado a recuperação do material em conivência com o presumível autor do roubo.
Entre os detidos está o director da PJM e um civil (que já foi militar), principal suspeito da prática do furto, encontrando-se ambos em prisão preventiva, num caso que levou à demissão de Azeredo Lopes do cargo de ministro da Defesa e cujas implicações políticas levaram à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ainda não começou com as audições. A comissão tem o prazo de 180 dias, até Maio de 2019, prorrogável por mais 90, para chegar a conclusões.

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