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Presidente da Cáritas de Tomar diz que para além de dar peixe se ensina a pescar
Célia Bonet, presidente da Cáritas de Tomar

Presidente da Cáritas de Tomar diz que para além de dar peixe se ensina a pescar

Célia Bonet faculta as ferramentas necessárias para as pessoas serem autónomas

Edição de 26.12.2018 | Sociedade

Ensinar a pescar e não apenas oferecer o peixe é o provérbio que Célia Bonet, presidente da Cáritas de Tomar desde Fevereiro de 2016, utiliza para caracterizar o trabalho da instituição que lidera.
“Temos disponíveis algumas valências que consideramos muito importantes para poder facultar às famílias as ferramentas necessárias para se tornarem autónomas e deixarem de necessitar de apoios externos”, refere, destacando os apoios jurídico, psicológico e também os apoios à procura activa de emprego e às situações de sobre- endividamento. “O objectivo é aumentar a auto-estima dos indivíduos para que se valorizem e consigam sair do ciclo de pobreza”, sublinha.
A Cáritas de Tomar apoia pessoas, que lhe são encaminhadas através da Rede Local de Intervenção Social, de acordo com a área geográfica de residência. Segundo a presidente, a Rede Local “solicita todos os comprovativos de rendimentos e despesas da família e elabora um relatório. A informação é posteriormente analisada pelo departamento de gestão, que de forma objectiva, com uma grelha definida de acordo com o rendimento per capita e sem o ‘peso’ de conhecer as famílias, toma a decisão quanto ao apoio a facultar. Posteriormente essa informação é disponibilizada ao departamento de logística que elabora os kits e os entrega mensalmente às famílias”.
Além do suporte da igreja católica, a Cáritas de Tomar conta também com o apoio de supermercados, do Banco Alimentar contra a Fome, e com a angariação de fundos provenientes de espectáculos. Há ainda a considerar o apoio, na forma de donativos, de pessoas particulares e empresas.
“Recentemente aceitámos efectuar uma parceria com a Segurança Social e distribuímos alimentos do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC)”, conta Célia Bonet.
Aquele programa permite facultar aos carenciados alimentos para metade do mês, com cabazes compostos por alimentos escolhidos por nutricionistas de modo a responder às necessidades para cada grupo etário. Nesta altura é prestado apoio a cerca de duzentas pessoas de, aproximadamente, setenta famílias. Fora do apoio do POAPMC estão outras duas centenas de pessoas às quais a Cáritas presta “a ajuda possível”.
“É um trabalho absorvente e envolvente”, diz Célia Bonet, reforçando que nesta época natalícia tentam oferecer kits “um pouco mais recheados e sempre que possível com produtos que normalmente não podemos distribuir, especialmente vocacionados para as crianças, como chocolates, cereais e bolos, fiambre, queijo, iogurtes e especialmente carne e peixe”.
Os bens alimentícios são essenciais para a Cáritas, contudo a presidente da instituição refere outras necessidades como produtos de higiene pessoal ou produtos de limpeza para o lar (detergentes de roupa e loiça). Roupas, mobílias e electrodomésticos são também distribuídos de acordo com as necessidades detectadas pela assistente social aquando do acolhimento ou das visitas periódicas que realiza.

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