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Vila Franca de Xira volta a ser capital da fotografia até Março
Bienal de Fotografia abriu ao público consagrando vencedor José António Quintanilha

Vila Franca de Xira volta a ser capital da fotografia até Março

José António Quintanilha venceu o prémio principal da BF18. Bienal fica marcada este ano pela reabertura ao público do renovado Celeiro da Patriarcal, depois de vários meses em obras.

Edição de 06.02.2019 | Sociedade

A Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira (BF18) é já uma referência na fotografia nacional e abriu portas no sábado, 26 de Janeiro, coroando o lisboeta José António Quintanilha com o prémio máximo da exposição, no valor de cinco mil euros.
Até 10 de Março, com entrada livre nos três locais onde está patente, a BF18 vai mostrar ao país o melhor que se faz na fotografia nacional e marca também a reabertura ao público, depois de longos meses de obra, do renovado Celeiro da Patriarcal, a principal sala de exposições do concelho vilafranquense.
José António Quintanilha saiu vencedor desta 15ª edição com o conjunto de obras “Coro do Gigante”, composto por 44 imagens, estando apenas expostas ao público seis das principais. “Todos os trabalhos são muito bons e numa primeira ronda coincidimos nas opiniões. São todos artistas com excelentes currículos e esta bienal teve um nível de adesão excepcional”, notou Raquel Henriques da Silva, membro do júri, que incorporou também Ana Anacleto, Celso Martins e Sara Antónia Matos. A curadoria geral da BF deste ano coube a Sandra Vieira Jürgens.
Este ano foram entregues 51 candidaturas e não houve vencedores das categorias “Concelho” e “Tauromaquia”, porque o júri considerou que nenhum dos trabalhos apresentados merecia essa distinção. No trabalho de José Quintanilha o júri teve em consideração a maturidade, consistência e originalidade do projecto, que se manifesta tanto em cada uma das imagens como na sequência que estabelecem entre si.
“Fiquei surpreendido e não esperava ganhar. Foi a primeira vez que concorri à BF embora já cá tivesse estado como visitante na última edição”, contou a
O MIRANTE. O autor defende que a banalização da fotografia não é uma coisa má e diz que cada um deve escolher qual o método que prefere, seja analógico ou digital.
Marta Leite, de 35 anos, e que tem familiares a residir em Vila Franca de Xira, alcançou uma menção honrosa, pelo seu trabalho “Guerra e Nuvens”, à base de cianotipias, uma técnica fotográfica antiga.

Piscar o olho à capital
O presidente do município, Alberto Mesquita (PS), voltou a congratular-se por a sua cidade receber o melhor que se faz no país ao nível da fotografia, mas lembrou que ainda há trabalho a fazer para melhorar a comunicação e captar público. “Falta-nos atrair mais visitantes e comunicar e informar mais. Muito se faz em Vila Franca de Xira em termos culturais, mas ainda não conseguimos criar o clique que faz as pessoas virem até cá”, notou. O
O autarca destacou o investimento de 450 mil euros feito na recuperação do Celeiro da Patriarcal, que considerou ser a sala de excelência para exposições no concelho. A BF18 congrega na presente edição três exposições.

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