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Que mal é que fizemos aos enfermeiros para eles nos castigarem tanto?

Edição de 13.02.2019 | O MIRANTE dos Leitores

Vem aí mais uma greve dos enfermeiros. Não é novidade porque o ano passado tive sempre a sensação que os enfermeiros estiveram todo o ano em greves e mais greves. É um direito que a lei lhes dá e embora eu ache que não deveriam ter direito a fazer greve, tal como militares e polícias, tenho que aceitar que enquanto for esta a lei da greve, eles aproveitem. Mas aceito de mau grado. E a simpatia que tinha por aquela profissão tem vindo a alterar-se profundamente.
Para mim um enfermeiro era alguém altruísta e com um grande sentido de humanidade e de solidariedade para com os cidadãos mais fragilizados que são aqueles que a doença, ou algum acidente, derrubou. Tinha uma visão romântica de Florence Nightingale, a dama da lâmpada que auxiliava os feridos na Guerra da Crimeia, pondo em risco a sua vida, quando afinal a maioria destes enfermeiros actuais prefere castigar quem está doente em prol do seu bem-estar.
Merecem o que reivindicam? É provável que sim. O país pode pagar-lhes? Não sei, mas eu, embora não trabalhe para o Estado, também poderei dizer que mereço mais mas que se fizesse greves como eles, estava bem pior porque o subsídio de desemprego é menos que o que ganho e é por pouco tempo. Já estou habituado a ser maltratado em muitos serviços do Estado mas acho que o pior dos burocratas de serviço é um santo ao pé destes enfermeiros grevistas e especialistas...em castigar quem sofre. Esta é a minha opinião e há cada vez mais pessoas a pensar assim.
Luís Filipe Marquinhos

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