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Está a ser penhorada por dívida que não contraiu
Carla Alcaparra de Benavente continua com a sua situação por resolver

Está a ser penhorada por dívida que não contraiu

Carla Alcaparra tem o seu nome na lista negra do Banco de Portugal por causa de um empréstimo de 39 mil euros, em 2009, que jura nunca ter contraído.

Edição de 13.02.2019 | Sociedade

Uma jovem de 28 anos, residente em Benavente, viu serem-lhe penhorados da sua conta 115 euros no âmbito uma dívida que diz nunca ter contraído, relativa à compra de um automóvel em 2009.
Carla Alcaparra foi surpreendida pela penhora de créditos fiscais por parte do banco Santander Consumer Finance, para subtrair à suposta dívida no valor de 39 mil euros. Não tendo carta de condução nem nunca tendo visto o veículo em causa - um Peugeot 407 Executive – a queixosa já avançou com um processo cível no Tribunal de Évora, para provar que foi vítima de um crédito fraudulento.
Contactada por O MIRANTE, a GNR confirma que recebeu uma queixa de Carla no Posto de Benavente, tendo remetido a mesma para tribunal. Confirma ainda que a viatura paga com o crédito em nome da mulher se encontra em circulação. Registada no nome de um homem residente em Lisboa, a mesma viatura já teve outros três proprietários.
O imbróglio, que O MIRANTE já tinha relatado em Julho de 2018, continua a dar dores de cabeça à jovem que se vê impedida de adquirir qualquer crédito financeiro ou de registar bens em seu nome. “Estou num impasse. É como se estivesse presa, porque não posso passar bens para meu nome, correndo o risco de também serem penhorados”, lamenta. Actualmente desempregada, receia que se arranjar trabalho nos próximos tempos, o ordenado, ou parte dele, lhe seja penhorado.
Segundo Carla Alcaparra, o banco comprador da dívida de 39 mil euros diz que foi enviada uma missiva para a antiga morada de Carla Alcaparra, em Vale do Peso, no distrito de Portalegre, informando que o processo de execução da dívida ia avançar. “Carta que nunca chegou às minhas mãos. Até ver aquele valor deduzido não sabia que estava a ser penhorada”, critica, dizendo que vai avançar com uma acção judicial, numa tentativa de travar a penhora e provar que está a ser executada por engano.
Tal como O MIRANTE noticiou em Julho de 2018, a mulher residente em Benavente descobriu que foi vítima de burla quando, em 2017, se dirigiu a uma instituição bancária para contrair um empréstimo para a compra de uma casa, em Benavente. “Na altura, disseram-me que tenho o meu nome na lista negra do banco de Portugal e que por isso não posso contrair qualquer crédito”, explicou a
O MIRANTE.
Em 2009, Carla Alcaparra tinha apenas 17 anos, não trabalhava e residia na localidade de Vale do Peso, distrito de Portalegre. Foi nesse ano que alguém terá forjado a sua identificação, um recibo de vencimento de uma empresa onde nunca trabalhou e um comprovativo de morada, para a aquisição de um automóvel num stand em Évora.
Na fotocópia do Bilhete de Identidade que foi usada para adquirir o crédito automóvel, os últimos três dígitos não correspondem aos do cartão de cidadão de Carla Alcaparra, nem a data de nascimento está correcta. Segundo O MIRANTE apurou, a empresa de peças e serviço automóvel onde supostamente trabalhou como administrativa, a auferir mais de mil euros por mês, nunca empregou uma funcionária com esse nome.
Carla Alcaparra considera lamentável o facilitismo com que se contrai um crédito e compra um automóvel sem que a pessoa que faz a compra esteja presente.

Está a ser penhorada por dívida que não contraiu

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