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Metais pesados nas linhas de água na zona do Ecoparque do Relvão na Chamusca

Desde 2014 que há sinais de poluição ao detectar-se falta de oxigénio na água e azoto a mais. Na avaliação dos últimos relatórios de monotorização das linhas de água na zona do Ecoparque do Relvão, na freguesia da Carregueira, onde estão instaladas empresas de tratamento de resíduos, verificou-se a presença de metais pesados. Mas a comissão de acompanhamento do ecoparque não sabe a sua origem.

As linhas de água na zona do Ecoparque do Relvão, na Carregueira, concelho da Chamusca, apresentam níveis de poluição com pesticidas e metais pesados, segundo a monotorização feita no âmbito da comissão de acompanhamento do parque onde funcionam empresas de tratamento de resíduos. Já em 2014, um relatório apontava para a presença de azoto e de crómio, salientando-se que a Ribeira de Lamas e a Ribeira das Fontainhas apresentavam-se bastante contaminadas.
A comissão de acompanhamento, na sua última reunião, disse desconhecer a origem da poluição registada em 2018, em que a monotorização encontrou cádmio, zinco e chumbo. Presume-se que os pesticidas sejam resultantes da actividade agrícola e florestal da zona. A comissão de acompanhamento refere que a situação na lagoa da Carregueirinha é um dos pontos “mais preocupantes, devido à fraca qualidade da água”. Esta lagoa é o último ponto receptor dos efluentes do Ecoparque e a Junta de Freguesia da Carregueira já veio pedir a sua reabilitação.
Em 2014 já existiam sinais de poluição das linhas de água na zona do ecoparque, com as análises a mostrarem baixos valores de oxigénio na água e elevadas concentrações de azoto. Situações que se mantiveram nas monotorizações nos anos seguintes. No relatório de 2017 explicava-se que a carência de oxigénio na água e a presença de azoto, resulta do excesso de matéria orgânica nas linhas de água.
Quando há muita matéria orgânica na água a quantidade de oxigénio consumido na sua degradação é bastante elevada. Como há pouco oxigénio, a degradação da matéria orgânica leva à libertação de azoto para a água. Mas o relatório alerta que o azoto é também um dos componentes dos lixiviados (líquido originado pela degradação dos resíduos), que podem ter ido parar às linhas de água.
Ao longo de 2018 realizaram-se seis campanhas de monitorização da qualidade das águas superficiais no Ecoparque do Relvão. A situação da lagoa da Carregueirinha já foi comunicada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Para este ano pretende-se instalar um novo ponto de medição na zona da Ribeira de Pai de Poldro.
A comissão de acompanhamento registou ainda em 2018 outras ocorrências com implicações para a qualidade do ambiente, como o despiste de três camiões ao longo do ano, que derramaram as cargas para a via pública, como resíduos industriais banais e plásticos. Registou-se ainda um derrame de lamas para a estrada, mas que não foi possível detectar a sua origem.

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