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Pensaram que estava morto em casa e afinal estava a trabalhar
Jorge Carvalho refere que vizinhos estranharam as moscas na janela de sua casa

Pensaram que estava morto em casa e afinal estava a trabalhar

A casa de um funcionário da Câmara do Cartaxo foi arrombada pelos bombeiros por se suspeitar que o homem estava morto no seu interior. Foi um irmão que avisou Jorge Carvalho sobre o aparato que se vivia na sua residência.

Edição de 15.05.2019 | Sociedade

Era uma manhã de quinta-feira como tantas outras e Jorge Carvalho, 57 anos, estava a trabalhar como habitualmente no armazém da Câmara de Cartaxo, longe de adivinhar o reboliço que ia na casa onde vive sozinho, em Vila Chã de Ourique. Vizinhos e familiares temeram o pior quando alguém passou pela habitação e estranhou ver várias moscas na janela, no interior da moradia. Decidiram, então, bater às janelas e às portas da habitação. Como ninguém respondeu deram o alerta às autoridades, pensando que o morador pudesse estar lá dentro já cadáver.
Quando os meios de socorro chegaram ao local, arrombaram a porta das traseiras da casa do funcionário da Câmara do Cartaxo, mas não encontraram ninguém lá dentro. Foi o irmão de Jorge Carvalho, também residente em Vila Chã de Ourique, que contactou o funcionário da Câmara do Cartaxo e confirmou que estava vivo e de boa saúde. O caso passou-se no dia 28 de Março e só algumas semanas depois é que o protagonista da história decidiu partilhá-la com O MIRANTE.
“É uma situação tão insólita que nem sabia o que dizer”, admitiu Jorge Carvalho ao nosso jornal, adiantando que o pior ocorreu momentos depois, quando se apercebeu que alguns elementos da GNR andavam à sua procura no local de trabalho. “Foi terrível. Parecia que era um bandido que andava ali à solta”, conta a O MIRANTE, referindo que, antes de se deslocar para casa, ainda o obrigaram a ir na viatura da GNR ao quartel assinar o auto de ocorrência.
Jorge Carvalho refere que o que mais lhe custou nem foi a porta arrombada, que também já não se encontrava em condições. Foi mais o excesso de zelo e o facto de ter gerado todo aquele aparato com o caso. É por isso que pede para que o caso não se volte a repetir, especialmente nesta altura em que tanto se fala da falta de meios e de operacionais.

Pensaram que estava morto em casa e afinal estava a trabalhar

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