Sociedade | 09-12-2004 10:56

Levar os filhos para o trabalho

O agrupamento escolar Nuno Álvares Pereira e a associação de pais da escola primária de Santo António dizem ter levantado a proibição imposta a uma criança de frequentar o ATL. Mas não comunicaram essa decisão ao pai, que tem sido obrigado a levar o filho para o local de trabalho.

O agrupamento escolar Nuno Álvares Pereira e a associação de pais da escola primária de Santo António dizem ter levantado a proibição imposta a uma criança de frequentar o ATL. Mas não comunicaram essa decisão ao pai, que tem sido obrigado a levar o filho para o local de trabalho.O pai de Tiago Nunes, a criança que em Março deste ano foi proibida por um professor de frequentar o ATL (Ateliê de Tempos Livres) da escola de Santo António, em Tomar, tem sido obrigado a levar o filho para o seu local de trabalho, uma vez que, acabadas as aulas, não tem onde o deixar. Tiago e o irmão mais novo, Carlos, têm feito companhia ao pai na guarda do parque de campismo de Tomar, desactivado há um ano pela autarquia.António Nunes não se conforma com a situação, adiantando que os filhos continuam a ser penalizados pelo facto de ele ter tido uma desavença com a professora do ATL. “Os meus filhos têm os mesmos direitos que as outras crianças”, refere.O agrupamento Nuno Álvares Pereira, a que a escola primária pertence, não mexeu uma palha para alterar a “sentença” de Francisco Pimenta, o coordenador da escola de Santo António.A Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) ouviu os intervenientes no processo de averiguações que instaurou, mas acabou por arquivar o processo. Apesar de admitir haver provas de que realmente a criança tinha sido proibida de frequentar o ATL enquanto o pai não pedisse desculpas à professora. Mais desenvolvimentos na edição semanal de O MIRANTE.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1360
    19-07-2018
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1360
    19-07-2018
    Capa Vale Tejo