Sociedade | 04-01-2005 15:56

Plano da CCDR-LVT regula extracção de areias no Tejo

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR- LVT) apresenta quarta-feira um plano para ordenar a extracção de areias no rio Tejo, com objectivo de "pôr cobro" à "desregulação grave" do sector.Segundo a CCDRLVT, o plano, que vai ser apresentado no Escaroupim, Salvaterra de Magos, tem como objectivo desenvolver a monitorização da extracção de inertes, de forma a que esta actividade “não afecte negativamente as condições de funcionalidade das correntes, o uso das águas, a integridade do leito e das margens, a segurança das obras, as características dos ecossistemas".O plano, que está a ser desenvolvido em colaboração com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, vai regular a actividade em termos ambientais e de segurança, bem como os regimes de licenciamento e a sua fiscalização.No âmbito da colaboração com o LNEC, a CCDRLVT assegura que, desde que assumiu a tutela do sector (Outubro de 2003) tem vindo a ser feita uma avaliação da erosão junto às pontes, do assoreamento junto à captação das águas pela EPAL (em Valada), da instabilidade das margens e uma análise às obras fluviais realizadas no Tejo.A comissão garante ainda que, da análise feita a eventuais interferências da extracção na estabilidade das pontes da Chamusca, Santarém e Abrantes, se concluiu que não existem problemas de segurança. Mas, "prevenir efeitos de longo prazo", foi iniciada a deslocalização de três extracções "e recomendaram-se acções de manutenção das pontes por parte do Instituto de Estradas de Portugal".Por outro lado, a CCDRLVT, o LNEC e a EPAL "têm vindo a estudar a implementação de medidas" para "normalizar o grande assoreamento junto à captação de Valada. Quanto à estabilidade das margens, o LNEC verificou a existência de "alguns pontos de instabilidade", nomeadamente em Alvega, Carrapiteiro e Valada.Na apresentação do plano vai ser feita uma demonstração da tecnologia de vigilância e controlo GPS para as embarcações e de um sistema de vídeo-vigilância e pesagem "on-line" das quantidades extraídas no estaleiro em terra, prevista na actual legislação para o sector.

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