Sociedade | 10-01-2005 10:44

Maioria dos portugueses considera protecção civil mal preparada

A maioria dos portugueses (54 por cento) considera que a protecção civil em Portugal não está preparada para lidar com as consequências de um terramoto, indica uma sondagem que surge na edição de hoje do Público.De acordo com os resultados deste inquérito, quase um quarto (24 por cento) pensa que a protecção civil está "muito mal preparada", 30 por cento responde "mal", 29 por cento "assim-assim" e somente cinco por cento refere que está "bem preparada".Questionados sobre a capacidade dos edifícios da zona de residência para resistir a um terramoto, 11 por cento dos inquiridos considera que estão "muito mal construídos", 24 por cento "mal", 36 por cento "assim-assim" e 18 por cento confia na qualidade da construção dos prédios da sua zona.Sobre o apoio financeiro enviado para os países asiáticos vítimas do sismo e maremotos de 26 de Dezembro, seis em cada dez (61 por cento) inquiridos afirmaram ainda não ter dado qualquer ajuda, contra 39 por cento que disse já o ter feito.Relativamente aos oito milhões de euros destinados pelo governo português para ajudar os países afectados pela catástrofe, 48 por cento dos portugueses considera a verba adequada, 35 por cento insuficiente e somente seis por cento a refere como sendo excessiva.Questionados sobre aquilo que têm sempre em casa para qualquer eventualidade, a maioria dos portugueses referiu neste inquérito "lanterna e pilhas" (69 por cento), "água e alimentos enlatados suficientes para três dias" (64 por cento), "estojo de primeiros socorros" (56 por cento) e "rádio portátil e pilhas" (55 por cento).Os inquiridos foram ainda questionados sobre os locais mais seguros da casa em situação de terramoto: 55 por cento dos inquiridos respondeu "vãos das portas" (que é uma resposta correcta), "debaixo das mesas" (39 por cento) e nos cantos das salas (16 por cento).Sete por cento respondeu "junto às janelas" (resposta errada), outros sete por cento disse "no meio das salas" (resposta errada) e apenas um por cento referiu "nos elevadores" (resposta errada).Esta sondagem foi realizada pelo Centro de estudos e Sondagens de opinião da Universidade Católica para o Público e a RTP nos dias 06 e 07 de Janeiro através de 722 inquéritos válidos, com uma margem de erro da amostra de 3,5 por cento e um nível de confiança de 95 por cento.

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