Sociedade | 27-01-2005 11:25

Parque natural não dá exemplo

Parque natural não dá exemplo
Em Maio do ano passado, moradores de Vale da Trave, Alcanede, alertaram para a falta de limpeza de um pinhal junto à aldeia. Um perigoso rastilho que, em caso de incêndio, pode pôr habitações em risco. O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros tarda a actuar.O perigo continua latente no pinhal de Vale da Trave, freguesia de Alcanede, Santarém. A mancha florestal, inserida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), está ao abandono há vários anos. Nem o alerta dos habitantes da aldeia, em Maio do ano passado, temendo que um incêndio destrua a última área de pinhal da zona, fez mudar o cenário. Há oito meses O MIRANTE deu conta do estado em que se encontrava o pinhal. Uma área desordenada e com uma gritante falta de limpeza que em caso de incêndio é um autêntico rastilho. Durante este tempo o PNSAC não mudou a situação, que já dura há quase quatro anos.Em Maio do ano passado vários populares deram a conhecer o facto do pinhal ter sido desbastado, tendo os ramos resultantes dos cortes ficado espalhados pelo chão. Ainda lá estão, com a agravante de agora estarem mais secos. O espaço é uma zona de elevado risco de incêndio e encontra-se às portas da povoação, o que causa mais medo nas pessoas. Para além do receio de uma catástrofe, até porque os estreitos e sinuosos caminhos da zona impedem um socorro rápido, os populares lamentam o estado a que chegou o que consideram ser a maior riqueza da zona. As árvores têm mais de 40 anos. Só para se ter uma ideia, o mato rivaliza em altura com alguns pinheiros. É difícil andar a pé por aquelas bandas. Há vegetação seca e montes de ramos espalhados pelo terreno. Há pinheiros que tocam uns nos outros, constituindo um rastilho para as chamas.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1363
    08-08-2018
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1363
    08-08-2018
    Capa Vale Tejo