Sociedade | 28-01-2005 19:29

Robots vão animar jardim de Alverca

Em vez de animais a sério, vamos ter robots. O projecto é inovador e vai ser testado num jardim da freguesia de Alverca. O primeiro robotário do mundo deverá ser instalado num espaço de lazer que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira anunciou para a zona do Bom Sucesso, no alto da freguesia de Alverca. O projecto desenvolvido pelo arquitecto Leonel Moura será incluído no programa de requalificação urbana Proqual. A apresentação foi feita na quarta-feira, 19 de Janeiro, no Salão Nobre da Câmara. O autor usou a imagem de um aquário gigante para demonstrar como irão circular os robots idealizados pelo artista plástico. “Em vez de ter peixes tem robots lá dentro”, disse. Serão cerca de 40 robots de várias espécies e tamanhos, com formas de pequenos carrinhos, de bolas, de insectos e outros animais de pequeno porte. Os robots (a maioria construída pelo autor do projecto) terão capacidade para se movimentarem e irão identificar e evitar obstáculos. Podem saltar por cima dos objectos e estão preparados para trabalhar em equipa. Segundo Leonel Moura, os robots vão usar tecnologia em tudo semelhante à dos robots da NASA. “Nesta área não estamos nem mais atrás, nem mais adiantados. Estamos ao mesmo nível, mas estamos a fazer aqui uma coisa que nunca ninguém fez”, salientou. Os robots serão movidos a energia solar e por isso as estruturas terão limitações na sua forma, no peso e no modo de se deslocarem. Os robots descansam à noite para poupar a energia que acumulam com a luz do sol.Este projecto inovador começou a ser desenvolvido em Maio de 2004. Já foi apresentado em várias cidades e meios universitários estrangeiros. O autor já divulgou o robotário em Évora, Pequim, Berlim, Roterdão e Lyon e, nas próximas semanas, vai levar o projecto a Paris, Madrid e Bolonha. “Desde o início, a ideia foi fazer, neste jardim, uma coisa o mais ambiciosa e inovadora possível. O espaço tem algumas condicionantes, mas será viável”, disse o mentor da iniciativa. A Câmara de Vila Franca considera que “é uma intervenção artística de grande valor” com um lado lúdico. A autarquia acredita que “será uma forma de estimular o interesse dos jovens pela ciência”.

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