Sociedade | 17-02-2005 11:50

Helicóptero teve de aterrar no quartel

Um helicóptero ao serviço do INEM não pôde utilizar o heliporto do hospital de Tomar, por este não estar certificado. O aparelho só arranjou local para pousar ao fim de três tentativas, mas o esforço foi em vão. O doente acabou por ser transportado de ambulância.O heliporto do Hospital Nossa Senhora da Graça, em Tomar, não está certificado pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) e por isso nenhum helicóptero de emergência médica ali pode pousar (ver caixa). Sempre que é necessária a sua intervenção, os pilotos procuram alternativas mas às vezes a situação complica-se. Como aconteceu na última segunda-feira.Pouco passaria das 22h00 quando o hospital de Tomar solicitou ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a vinda de um helicóptero para transportar um doente com um diagnóstico reservado.O INEM accionou a apoio médico aéreo e alertou os Bombeiros Municipais de Tomar no sentido destes disponibilizarem uma ambulância para ir buscar a equipa médica ao aparelho, levá-la ao hospital e trazê-la de volta ao helicóptero, com o respectivo doente. O destino era o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.O que aconteceu foi um pouco diferente do que estava previsto. Sabendo que não poderia pousar no heliporto do hospital de Tomar, o piloto fez-se ao estádio municipal, onde já antes tinha aterrado. Mas não passou da intenção, já que o estádio se encontra actualmente em obras.Tendo de decidir rapidamente, o piloto seguiu para o campo de futebol do Instituto Politécnico de Tomar (IPT). Quando estava a ensaiar a aterragem as pás do aparelho fizeram levantar o pó do campo que, em contacto com a iluminação existente, tornou impraticável uma aterragem em segurança. À terceira foi de vez. O aparelho acabou por pousar na parada do Regimento de Infantaria da cidade. Os bombeiros já lá estavam e apressaram-se a levar a equipa médica do INEM até às urgências do hospital, situado a escassos metros do quartel.Depois de meia hora de espera veio a notícia – o doente, afinal, já não iria para Lisboa de helicóptero mas sim na chamada ambulância medicalizada (apetrechada com mais equipamento). Depois de equipa médica do INEM ter observado o doente, chegou à conclusão que este correria maior risco se fosse evacuado de helicóptero, devido às altas pressões a que seria sujeito.

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