Sociedade | 18-02-2005 18:16

IAC é uma mão amiga no Forte da Casa

O IAC foi o terceiro filho do presidente da junta António José Inácio e tem sido o que mais dor de cabeça lhe tem dado. O Instituto de Apoio à Comunidade do Forte da Casa foi fundado a 1 de Abril de 1987 quando o autarca desempenhava as funções de vereador da acção social na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. “Percebi que tínhamos que fazer alguma coisa e dei o primeiro passo”, disse.A creche familiar foi o primeiro projecto e arrancou com 30 crianças e oito assistentes. Hoje o IAC tem mais de mil utentes, dispersos por duas dezenas de instalações, e emprega mais de duas centenas de pessoas. É um dos maiores empregadores da região com 1826 funcionários, e tem uma frota de 10 viaturas, incluindo um autocarro e um mini-bus. O IAC acolhe bebés a partir dos 3 meses e acompanha o seu crescimento nas valências de berçário (até aos 3 anos), jardim de infância (3 aos 5 anos), actividades de tempos livres (até ao 4º ano de escolaridade); casa jovem (até 9º ano), actividades extra-curriculares (crianças e jovens em idade escolar).Os idosos encontram no IAC as valências de centro de dia, lar e apoio domiciliário. No dia 1 de Abril será inaugurado o novo centro adaptado num prédio de quatro pisos, adquirido pelo IAC no Largo Luís de Camões. Serão 38 camas “num espaço de qualidade que mais parece um hotel de três estrelas”. Com a abertura do centro, o IAC irá deixar dois espaços alugados junto da EN 10 e na Póvoa de Santa Iria e cria espaço para acolher mais três idosos. Todas as valências do IAC são apoiadas por uma moderna cozinha central instalada junto do Centro Comercial Olival Parque, onde funcionam as valências infantis e juvenis. A instalação da cozinha custou 100 mil euros e foi oferecida pela empresa Argibita de Abrantes. A empresa FortiPóvoa tem sido outro mecenas da instituição com investimentos de dezenas de milhares de euros em instalações.O IAC vive dos subsídios, da quotização, rendimentos do património e dos donativos e heranças. Ainda há poucos meses uma benemérita deu 200 mil euros e outro ofereceu um apartamento.A instituição não pára de crescer e há vários anos que a sua direcção alimenta o sonho de centralizar as instalações num edifício único. O terreno existe no Largo Sagrado Coração de Jesus, em frente à igreja, e os projectos estão aprovados pela segurança social e pela câmara. Falta o financiamento. A obra foi orçamentada em 3,5 milhões de euros em 2002 e poderá chegar aos cinco milhões de euros (um milhão de contos) Será um moderno edifício de três pisos preparado para receber todas as valências.“É um investimento com vantagens no futuro. A descentralização custa-nos muito dinheiro”, explica o administrador do IAC, António Inácio.

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