Sociedade | 20-02-2005 11:16

Forte da Casa quer crescer sem dor

A proximidade de Lisboa e a facilidade de deslocação para a capital provocaram um crescimento acelerado da freguesia do Forte da Casa. A auto-estrada e a linha férrea estão ali tão perto. Na última década, a população duplicou e hoje são mais de 12.600 os habitantes.O alargamento da freguesia está a ser travado pelas condicionantes da servidão militar e aeronáutica que impede o avanço das urbanizações projectadas para a terceira e quarta fases. Só a terceira fase vai receber mais seis mil habitantes. A junta de freguesia e o movimento associativo procuram contrariar a inevitável tendência para ser um dormitório. Têm criado pontos de encontro e promovem a integração dos cidadãos na comunidade. No Forte da Casa ainda se joga ao jogo da malha (chinquilho) e desafiam-se os toiros na rua durante as festas. A ausência de uma força de autoridade na freguesia é uma das lacunas mais graves. A freguesia é policiada pela GNR da Póvoa de Santa Iria que tem poucos militares para duas áreas urbanas com mais de 30 mil habitantes. Os crimes acontecem e o receio de sair à noite na rua é confessado por vários moradores. O presidente da junta está disponível para aceitar a construção de um posto da GNR na zona dos Caniços para servir também a Póvoa de Santa Iria que há muito reclama um novo posto. Mais próxima está a piscina municipal cujo concurso público deverá ser lançado ainda neste semestre. O presidente da junta quer concluir também a segunda fase do parque urbano e anuncia com orgulho que o mercado municipal será inaugurado no dia 23 de Abril. António Inácio frisa que estão em marcha quase 2,5 milhões de euros de obras e neste mandato já foram gastos 1,7 milhões no Forte da Casa. A frase “uma freguesia em movimento” nunca fez tanto sentido.

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