Sociedade | 30-03-2005 15:12

Nove anos para assinar um protocolo

Foram necessários nove anos para a câmara municipal de Torres Novas e a Escola Secundária Artur Gonçalves se entenderem sobre a utilização do pavilhão desportivo daquele estabelecimento de ensino pelas colectividades da cidade. E isso só aconteceu porque a autarquia acabou por deixar cair a reivindicação de uma faixa de terreno do estabelecimento de ensino para estacionamento público.O protocolo teve um primeiro período de negociação em 1996 mas só agora, após a autarquia ter efectuado os arranjos exteriores que se tinha proposto fazer quando do lançamento da obra, em Dezembro de 1994, foi assinado pelas duas entidades.Em 1996 a câmara tentou que fosse desafectada da escola uma parcela de terreno, em frente ao pavilhão, para fazer estacionamento público. Como a direcção do estabelecimento de ensino não concordou a autarquia “esqueceu-se”, até ao final do ano passado, dos arranjos exteriores que consistiam na construção de uma vedação que isolaria o pavilhão do restante espaço escolar e a criação de uma entrada própria do lado do mesmo. Agora, executadas as obras, não foi difícil a assinatura do protocolo. Segundo o acordo “ O município será parceiro da escola na gestão e manutenção do pavilhão, cabendo a cada uma das partes a assunção dos encargos com electricidade, gás e água na proporção das horas de utilização” e mais à frente acrescenta que “a cedência das instalações pode destinar-se a uma utilização regular anual ou de carácter pontual” e explica-se a quem devem ser dirigidos os pedidos.O protocolo estabelecido entre a câmara municipal e a escola é apresentado como uma peça de um projecto desportivo municipal para o qual foi inclusivamente criado um denominado “Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento da Actividade Desportiva”.

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