Sociedade | 30-03-2005 02:44

Polícia atrás de histórias muito mal contadas

Em Fevereiro deste ano três adolescentes de Torres Novas queixaram-se à polícia de, durante umas horas, terem sido vítimas de sequestro. Três meses antes, duas jovens do Entroncamento afirmaram também às forças policias terem sido obrigadas a acompanhar indivíduos desconhecidos. De cada vez que há uma queixa sobre eventuais sequestros os trâmites legais e processuais são de imediato accionados, com intervenção mais ou menos directa das chamadas polícias de proximidade – PSP e GNR -, da PJ e do Ministério Público.São procedimentos habituais que nos últimos tempos têm esbarrado numa dura realidade – a simulação do acto. Ganha-se preocupação e perde-se tempo, como dizia a O MIRANTE o responsável por uma das forças policiais do distrito.A psicóloga Maria João Saraiva acredita que os adolescentes que têm este tipo de comportamento não andam simplesmente “a ver filmes a mais”, mas têm uma necessidade de chamar a atenção da família.Sabendo ou não os porquês a verdade é que os jovens incorrem numa ilegalidade punível judicialmente (pena de prisão até três anos ou pena de multa) quando prestam falsos testemunhos. Ou melhor, incorreriam, se não fossem considerados inimputáveis, por terem menos de 16 anos. Mais desenvolvimentos na edição semanal de O MIRANTE.

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