Sociedade | 31-03-2005 11:07

Câmara tem que dar uso à residência de estudantes

A teimosia do presidente da câmara de Torres Novas em não dar utilidade à residência de estudantes construída há sete anos vai ter que acabar. O autarca aguentou a situação nos últimos quatro anos com o argumento de utilizar o edifício para instalar um pólo da Universidade Lusíada. O novo Governo já anunciou que não haverá novas escolas do ensino superior no seu mandato.A residência de estudantes de Torres Novas, que nunca foi utilizada desde a sua construção há sete anos, vai continuar a ganhar pó nos próximos quatro se a câmara municipal persistir em guardá-la para instalar um pólo da Universidade Lusíada. A constatação resulta do disposto no programa do actual governo onde é referido que não será criado nenhum estabelecimento de ensino superior nesta legislatura.O edifício construído para albergar oitenta estudantes do ensino secundário e superior nunca foi utilizado para esse fim nem para qualquer outro. Foi construído numa zona central da cidade, no local do antigo matadouro e custou um milhão de euros ao Ministério da Educação.A câmara municipal de Torres Novas decidiu, em 2001, utilizá-lo para a instalação de um pólo da Universidade Lusíada cuja criação nunca foi autorizada pelo Ministério da Educação.Em Maio de 2003 O MIRANTE denunciou o abandono a que o edifício de três pisos, conhecido por “casa amarela”, estava votado. A reportagem originou pedidos de explicação de vereadores da oposição (PSD e CDU) ao presidente da autarquia, António Rodrigues do PS, que reafirmou a intenção de manter o edifício devoluto até à instalação do pólo da Universidade Lusíada.Depois de quatro anos à espera do aval do Ministério da Educação a proposta de criação de um “Instituto Politécnico Lusíada” em Torres Novas vai ficar mais quatro anos a marcar passo se for cumprida a intenção do governo Sócrates de não autorizar a abertura de qualquer estabelecimento de ensino superior durante o seu mandato. Na prática isso significa que a residência de estudantes, que na altura da reportagem de O MIRANTE apresentava sinais de estar a ser utilizada como local de permanência de pessoas que ali se introduziam por uma janela que tinha sido partida, vai continuar ao abandono.

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