Sociedade | 10-03-2006 15:50

Tomar segura Festa dos Tabuleiros

Dois singelos foguetes lançados pouco antes das dez da noite de sexta-feira anunciaram à cidade de Tomar já haver mordomo para a Festa dos Tabuleiros de 2007. João Vital, secretário da assembleia municipal e desde criança ligado à festa, foi o primeiro a levantar a voz e a propor-se para mordomo. Depois da ovação de que foi alvo e dos votos de apoio recebidos por grande parte dos munícipes que enchiam o salão nobre da câmara, ninguém teve coragem de propor outra candidatura.Na noite de sexta-feira a Câmara de Tomar pôs em cima da mesa, para discussão, duas decisões, uma influenciando a outra – se haveria festa em 2007 e a escolha do respectivo mordomo.Foram poucas as vozes que se levantaram em favor de o evento se realizar só em 2008. Algumas, como o encenador teatral Carlos Carvalheiro, evocaram razões históricas e o facto de 2008 ser ano bissexto, o que levaria a que a festa passasse sempre a ser realizada em anos bissextos.Outras, como o deputado municipal do Bloco de Esquerda Carlos Trincão, alegaram razões operacionais e de oportunidade. Nomeadamente no que se refere à pretensão, “embora até agora ainda não tenha passado disso”, de a câmara candidatar Tomar a cidade Europeia da Cultura, em 2012, ano em que se realizaria mais uma festa, caso a próxima fosse em 2008.A maioria, no entanto, foi pela tradição e decidiu que 2007 será o ano de mais uma edição do evento. Até porque, como afirmaram, é o ano dos Templários.Primeira decisão tomada, passou-se à segunda. E foi uma voz sumida, tímida, que do meio da multidão João Vital tomou a palavra para dizer que, tendo tido “bons professores” ao longo dos anos da festa, se achava capaz de tomar conta do barco.A ovação foi imediata e os apoios ao proposto inúmeros. Enquanto se dirigia para a mesa de honra, onde estava toda a vereação, a representar o poder político, o presidente da Santa Casa da Misericórdia, a representar o povo, e o padre Frutuoso, da paróquia, a representar a Igreja, João Vital foi alvo de abraços e palmadas nas costas por parte de quem se desviava para o deixar passar

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