Sociedade | 16-03-2006 17:31

Chamusca quer ser capital da reciclagem do lixo

A Câmara da Chamusca começou hoje a distribuir folhetos à população, sensibilizando-a para a instalação de dois Centros de Tratamento de Resíduos Perigosos, num processo que visa transformar o concelho na "capital da reciclagem" do país.Em declarações à agência Lusa, Sérgio Carrinho, presidente da Câmara (CDU), explicou que "a reciclagem e a indústria do ambiente" são prioridades para o município porque geram receitas e garantem a sustentabilidade do concelho, que se debate com vários problemas financeiros.Em curso está o processo de consulta pública do estudo de impacto ambiental para dois Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação dos Resíduos Perigosos (CIRVER) que deverão instalar-se na zona industrial do Relvão, denomina de "Parque Eco".Para sensibilizar a população, a autarquia agendou reuniões na Chamusca, Carregueira e Arripiado e já iniciou a distribuição de folhetos a todos os munícipes."É evidente que do ponto de vista formal não teríamos de fazer essas acções" mas "nós comprometemo-nos sempre em ser transparentes" até porque se tratam de dois investimentos no valor de cinco milhões de euros cada que irão gerar novos empregos numa zona carenciada.Em paralelo, está a decorrer a ampliação do aterro de Resíduos Industriais Banais (RIB) e já foi aprovada a ligação à Rede Eléctrica Nacional da electricidade produzida a partir da central de biogás do aterro de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), acrescentou Sérgio Carrinho, que espera agora a adesão dos investidores privados.Nesse sentido, a Câmara adquiriu cerca de 25 hectares perto destes aterros e dos CIRVER que irão constituir uma nova zona de acolhimento empresarial para empresas de reciclagem."Já temos muitos pedidos de instalação", afirmou, salientando que a recuperação, valorização e reciclagem dos resíduos é um "cluster" importante que o concelho deve aproveitar.Além disso, Sérgio Carrinho tenciona encomendar um estudo ao Instituto Superior Técnico sobre estas questões e que aponte novas estratégias de desenvolvimento.Na sua opinião, a aposta neste nicho de mercado irá permitir a sustentabilidade financeira do município, que se debate com a falta de receitas próprias e com uma área muito grande para gerir.Até porque, ao transformar-se na "capital da reciclagem" do país, a Chamusca garante uma "fileira integradora" dessas empresas que "se vão fixar sempre aqui e não irão depois para a Roménia ou para a Bulgária", considerou Sérgio Carrinho.Sérgio Carrinho espera agora gerar capacidade de atracção para empresas de energias renováveis ou de valorização ambiental, que irão completar o trabalho de selecção e reutilização dos resíduos.Para garantir o desenvolvimento futuro deste sector, a revisão do Plano Director Municipal irá contemplar ainda a reserva de uma área de 1200 hectares para a eventual construção de mais unidades empresariais.

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