Sociedade | 17-03-2006 07:47

Gabinete de apoio à vítima em Santarém

A cidade de Santarém vai acolher, a partir de Abril, o primeiro Gabinete de Apoio à Vítima da região. O novo equipamento destina-se a dar um primeiro acompanhamento psicológico e jurídico às vítimas de violência doméstica que ali queiram denunciar os seus casos. O anúncio foi feito simbolicamente a 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, pelo presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD).O serviço vai funcionar inicialmente em instalações municipais, na Travessa da Misericórdia, 17, e pode ser solicitado por pessoas residentes fora do concelho. O gabinete tratará depois de o encaminhar para as entidades competentes da sua área de residência, seja autoridades policiais ou judiciais ou da acção social. Será coordenado por um gestor com formação obrigatória numa de três áreas: jurídica, psicologia ou serviço social.O Gabinete de Apoio à Vítima resulta de uma parceria entre a Câmara de Santarém a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e visa ainda desenvolver acções de formação dirigidas às autoridades policiais e a técnicos de instituições locais. Procurou-se instalá-lo num imóvel em zona central e onde haja outros serviços, para permitir maior discrição aos autores das denúncias. No âmbito do gabinete, será também criado um Observatório da Violência Doméstica, em colaboração com a APAV, a Rede Europeia Anti-Pobreza e agentes locais.Segundo o vereador da acção social, Ramiro Matos (PSD), o Observatório visa a elaboração e aplicação de inquéritos por questionário a instituições para recolha e sistematização de dados. A intenção é proporcionar o conhecimento actualizado e a definição de indicadores de evolução que possibilitem um diagnóstico da realidade na região.A mesma estrutura dispõe-se ainda a elaborar e divulgar relatórios dos estudos efectuados e articular esforços com outros projectos existentes nessa área de intervenção.Em 2005 foram sinalizados 99 casos de violência doméstica no concelho de Santarém, mas Moita Flores acredita que haja muitas outras situações que não são denunciadas às autoridades e que dão contornos mais negros aos números oficiais.

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