Sociedade | 22-03-2006 09:07

Espólio do professor de Samora Correia doado à câmara

O espelho que orientava as aulas, um tinteiro e um compasso de madeira são apenas três das dezenas de peças do espólio deixado pelo professor João Fernandes Pratas e doado agora à Câmara Municipal de Benavente pelo homem que o herdou por testamento. O professor tetraplégico leccionou durante mais de 48 anos em Samora Correia (1901-1949) e fê-lo a partir de uma cama e recorrendo ao espelho para comunicar com os alunos. Após a sua morte em 1954, os seus bens foram confiados a Carlos Gaspar, amigo pessoal do professor e responsável pela Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian em Samora Correia. Após a morte do homem de cultura, a esposa Odete Gaspar escreveu em testamento que o espólio do Professor Pratas seria doado ao engenheiro Adriano Martins, amigo da família Gaspar. E cumpriu-se a vontade depois da morte de Odete em Outubro passado.“Foi uma enorme surpresa saber que o espólio do Professor Pratas estava com a Odete Gaspar”, confessou o presidente da Câmara Municipal de Benavente. António Ganhão congratulou-se com a possibilidade do valioso património ser confiado à autarquia. O herdeiro de Odete Gaspar decidiu doar o valioso espólio à câmara com o compromisso de ser criada uma sala com o nome do Professor João Fernandes Pratas onde será exposto todo o seu legado. A autarquia aceitou a proposta e a minuta de protocolo foi aprovada por unanimidade na reunião de segunda-feira.

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