Sociedade | 12-04-2006 15:28

Constância exige nova ponte para servir CIRVER da Chamusca

A Câmara Municipal de Constância exigiu hoje que a instalação dos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Integração de Resíduos Perigosos (CIRVER) no concelho da Chamusca fique dependente da construção de uma nova ponte sobre o Tejo.Em causa está o facto da actual ponte que liga Constância Sul à Praia do Ribatejo, e que é apontada como o melhor acesso pelos estudos de tráfego referentes aos CIRVER, não ter já "capacidade para suportar o tráfego actual, pelo que muito menos terá para aquele que advém da construção e funcionamento" das futuras infra-estruturas ambientais.Segundo um nota hoje divulgada pela Câmara Municipal de Constância - que não se opõe à construção dos CIRVER -, "já em 1998, o então secretário de Estado das Obras Públicas, Maranha das Neves, concluiu através de despacho que havia necessidade de construção de uma nova ponte que substituísse a actual"."No dia 03 de Agosto de 2004 estiveram no local o então ministro das Obras Públicas, António Mexia, o secretário de Estado da mesma área, Jorge Costa, e o presidente do Instituto de Estradas de Portugal, José Manuel Catarino, os quais afirmaram que em 2005 haveria solução para o problema", recorda a autarquia, acrescentando: "Infelizmente os problemas continuam, aliás, cada dia mais agravados e sem se verem as prometidas soluções"."A travessia do rio Tejo entre Constância Sul e Praia do Ribatejo - ligação da Estrada Nacional 118 à A 23 - continua a fazer-se através da antiga ponte ferroviária adaptada ao tráfego rodoviário em 1988, permitindo o trânsito num só sentido, regulado através de sinalização semafórica", explica a nota divulgada pela autarquia, liderada por António Mendes (CDU).Segundo o município, "para os mais de 4.000 automobilistas que utilizam diariamente esta ponte, efectuar o trajecto torna-se num exercício verdadeiramente desesperante devido às enormes filas, à insegurança e à falta de condições de circulação"."às más condições de travessia, desadaptadas da realidade actual e das necessidades de circulação sentidas", a autarquia acrescenta "o auto de vistoria elaborado em 2001 pelo Instituto de Estradas de Portugal, executado na sequência do acidente de Entre-os-Rios"."Neste relatório de vistoria concluiu-se que a ponte em referência se encontrava em mau estado de conservação, o que muito prejudicava a segurança da circulação", informa a Câmara Municipal.

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