Sociedade | 24-04-2006 16:41

PS acusa Câmara de quebrar solidariedade com concelhos vizinhos

A concelhia do PS/Santarém responsabilizou hoje a Câmara Municipal (PSD) pela quebra da solidariedade com concelhos vizinhos ao realizar uma negociação particular de contrapartidas com a vencedora do concurso para a concessão do sistema de saneamento da região.

Esta negociação pode levar à suspensão do concurso, devido aos protestos dos municípios vizinhos, que criticam as contrapartidas obtidas por Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém.Em causa estão negociações paralelas feitas por Santarém com o consórci o vencedor do concurso internacional promovido pela Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT), que, segundo o autarca, envolveriam a construção de um novo edi fício para os Paços do Concelho.Este acordo, revelado por Francisco Moita Flores em reunião de Câmara, foi negado pela empresa concessionária, mas mesmo assim levou a CULT a estudar a anulação do concurso, já que os restantes concelhos se sentiram lesados com a n egociação particular de Santarém."A eventual não constituição da empresa Águas do Ribatejo, tal como est ava programada, poderá ser um rude golpe no desenvolvimento do concelho, prejudi cial será também uma possível quebra de solidariedade e de respeito pelos restan tes municípios", o que poderá conduzir "Santarém a um isolamento indesejável", c onsideram os socialistas.Em declarações anteriores, Francisco Moita Flores justificou estas nego ciações paralelas com o facto do concelho estar subavaliado nos estudos do proje cto e de não contar com contrapartidas visíveis.Agora, os socialistas de Santarém responsabilizam o autarca pelo eventu al fracasso do projecto multimunicipal de saneamento, que já tinha previsto apoi os comunitários significativos.No comunicado hoje divulgado, a Concelhia do PS acusou ainda a maioria social-democrata de ter exagerado os valores da dívida do município, imputando a o executivo socialista essa responsabilidade.Após uma análise do Relatório de Contas de 2005, os socialistas conclue m que "a situação real traduz-se numa dívida de aproximadamente 42 milhões de eu ros, muito longe dos 80 milhões que o PSD insiste em propalar", confirmando aqui lo que os vereadores do PS têm defendido nas reuniões do executivo.Além disso, refere a Concelhia do PS, "os juros suportados pela Câmara em 2005 ascenderam a cerca de 900 mil euros", atingindo um valor diário de 2.500 euros e não os "40 mil euros que o PSD teima em fazer valer como a sua verdade" .Lusa

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