Sociedade | 06-05-2006 15:02

Manifestação de populares alerta para poluição no Alviela

Centenas de populares são esperados este domingo para um passeio entre a freguesia de Pernes (Santarém) e a nascente do rio Alviela que vista protestar contra a poluição química daquele curso de água.Esta iniciativa é organizada pela Comissão de Luta Anti- Poluição do Alviela (CLAPA) e visa sensibilizar o Governo para a necessidade de novos investimentos na rede de saneamento das indústrias de curtumes de Alcanena, responsáveis pela poluição existente.Inserida num fim-de-semana dedicado à "Saúde e Ambiente" os populares são convidados a percorrer a pé os quilómetros entre a freguesia de Pernes e a nascente do rio, nos Olhos de Água do rio Alviela, já no concelho de Alcanena.Segundo Firmino Oliveira, um dos organizadores, esta acção visa mostrar o empenho popular na resolução deste problema ambiental que deverá custar cerca de 20 milhões de euros.Em paralelo, foi criada uma comissão mista das Câmaras de Alcanena e Santarém que está a promover uma petição para entregar ao Parlamento, visando sensibilizar o Governo para a necessidade de investimento na zona de modo a inverter a degradação ambiental do Alviela.O rio foi uma intervenção na década de 1990, com a construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que concentrou os efluentes das indústrias de curtumes de Alcanena, mas a falta de conclusão do sistema e problemas de manutenção provocaram novos problemas ambientais.Para os autarcas e residentes na zona, o investimento feito nos anos 90 está obsoleto, a ETAR tem tecnologia ultrapassada e muitas das condutas apresentam fissuras profundas, recordou o vereador de Alcanena, que espera um apoio para um novo projecto que seja acompanhado pelos empresários e pelas autarquias.A indústria dos curtumes é a principal fonte de poluição do rio, que já abasteceu as torneiras da Grande Lisboa durante muitos anos, mas os empresários já se mostraram disponíveis para colaborar no investimento futuro a realizar.Os últimos meses têm sido palco de sucessivas descargas de químicos no rio, causando a morte de muitos peixes e danificando os projectos de valorização ambiental do rio, após a recuperação do leito de água na década de 90.

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