Sociedade | 08-02-2008 17:32

Nova igreja leva mais peregrinos a Fátima

A Igreja da Santíssima Trindade, inaugurada em Outubro, e a comemoração dos 90 anos das Aparições levaram ao aumento de peregrinos no Santuário de Fátima, que, segundo dados hoje divulgados pela instituição, chegaram aos 5,5 milhões em 2007.Segundo o Santuário, em 2007 passaram pela Cova da Iria cerca de 5,5 milhões de peregrinos, mais 500 mil que no ano anterior.Nas cerimónias oficiais, o número de participantes foi de 4,9 milhões, a que se somam os participantes nas celebrações particulares.Esta subida está directamente relacionada com as celebrações dos 90 anos das Aparições mas também com a inauguração da nova Igreja da Santíssima Trindade, que provocou um aumento dos participantes na eucaristia diária das 11:00, explicou fonte do Santuário.Também o número de confissões subiu de 190 mil para 200 mil, bem como o número de hóstias consumidas (1,7 milhões de partículas).Espanha, Itália e Polónia mantêm-se como os países com mais peregrinos no santuário, referem ainda os dados divulgados pelo Serviço de Peregrinos.Para o padre Virgílio Antunes, director deste serviço, Fátima "deixou de ser simplesmente um lugar geográfico para se transformar numa mensagem" para "muitos milhões" que procuram na cidade-santuário a sua "paz interior".Para isso, porém, são necessários "lugares tranquilos, espaços verdes, zonas pedonais, arrumação e diminuição dos caudais de trânsito", bem como a "eliminação dos ruídos de diversa ordem", defendeu aquele responsável do Santuário."Fátima oferece uma dimensão espiritual muito bem definida dentro do contexto da fé católica" e cabe agora ao Governo investir na sua qualificação urbana, apesar dos "preconceitos próprios das sociedades laicas do nosso tempo"."Não estamos à espera que seja o Estado ou as instituições pública a fazer a difusão da mensagem de Fátima", mas "esperamos que este fenómeno de massas seja reconhecido como tal", acrescentou Virgílio Antunes.O sacerdote sublinhou que "Fátima tem um significado e uma projecção que ultrapassa muito a região e o país", pelo que o Estado deve "ter em conta essa especificidade".

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