Sociedade | 19-02-2008 15:28

Movimento pró-aeroporto na Ota teme desvio de TGV para Este com construção em Alcochete

O movimento pró-aeroporto da Ota receia que a linha do TGV Lisboa-Porto venha a ser alterada devido à opção por Alcochete, o que terá mais custos para o país, revelou hoje o porta-voz daquela estrutura associativa.Para Tomás Oliveira Dias, a região de Leiria e do Oeste "está em risco" de ficar sem TGV já que "será mais perto" do futuro aeroporto a opção a Este da Serra dos Candeeiros e não a Oeste.A linha do TGV entre Lisboa e Porto foi desenhada em articulação com a Ota, na zona oeste, pelo que agora o movimento teme o seu desvio mais para o interior, em ligação com Alcochete."Isso pode ser uma consequência da construção de um aeroporto em Alcochete e vai atrasar ainda mais o TGV", afirmou o porta-voz do movimento, recordando que essa era também era a proposta da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP)."Se já tiraram a Ota a Leiria e ao Oeste, também vão tirar o TGV", vaticina Tomás Oliveira Dias. Por outro lado, o estudo técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que sustenta a escolha de Alcochete salientou que as diferenças de custo são "muito pequenas" entre a Margem Sul e a Ota mas não incluiu nessa contabilidade o custo das pontes e das acessibilidades."Se somarmos tudo, vemos que afinal Alcochete é muito mais caro que a Ota", explicou o porta-voz do movimento, que esteve reunido segunda-feira em Leiria.Tomás Oliveira Dias sublinhou que foram somados apenas os custos das obras, ignorando-se as acessibilidades que, no caso de Alcochete, "serão muito elevadas".Por outro lado, a construção de um aeroporto no estuário do Tejo "pode pôr em causa os apoios comunitários", uma situação que já se verificou no passado e inviabilizou Rio Frio, pelo que os custos para o erário público serão "imensamente mais elevados" que a Ota.Tomás Oliveira Dias lamenta ainda que o Governo não tenha promovido um "debate nacional" sobre a matéria, preferindo resolver "tudo isto de um dia para o outro", após a apresentação do relatório do LNEC.Nesse estudo, foi feita uma "ponderação dos factores críticos todos considerados por igual", mas há questões que "não podem ter peso igual", nomeadamente matérias como os impactos ambientais e o ordenamento do território, disse Oliveira Dias.

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